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Até a última terça-feira, a República Democrática do Congo havia registrado 44 casos da doença, sendo três confirmados, 20 prováveis e 21 suspeitos

Organizações como a OMS e o Médicos Sem Fronteiras viajaram para o epicentro do surto de ebola no último dia 8
Reprodução/Shutterstock
Organizações como a OMS e o Médicos Sem Fronteiras viajaram para o epicentro do surto de ebola no último dia 8

O primeiro caso urbano de Ebola na República Democrática do Congo foi confirmado nesta quinta-feira (17) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O paciente foi identificado em Wangata, uma das três zonas de saúde de Bandaka, cidade de quase 1,2 milhão de habitantes. Até a última terça-feira (15), foram registrados 44 casos da doença no país, sendo três confirmados, 20 prováveis e 21 suspeitos .

“O Ministério da Saúde da República Democrática do Congo anunciou a descoberta, depois que testes laboratoriais conduzidos pelo Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica confirmaram uma amostra como positiva para Ebola ”, informou a entidade.

Todos os outros casos confirmados do vírus no país foram reportados pela região de Bikoro, que fica na mesma província, a cerca de 150 quilômetros de Bandaka. De acordo com a OMS, as unidades de Saúde de Bikoro têm funcionalidade bastante limitada e as áreas atingidas pelo surto são difíceis de serem acessadas – principalmente em meio à atual estação de chuvas na região, que provoca o alagamento de estradas.

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“Este é um acontecimento importante, mas temos agora melhores ferramentas do que antes para combater o vírus”, declarou o diretor-presidente da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “A OMS e nossos parceiros estão tomando ações decisivas para interromper a propagação do vírus”, completou.

A entidade informou ainda que vai enviar à Bandaka uma equipe de 30 especialistas para conduzir a vigilância da cidade e que trabalha junto ao Ministério da Saúde local e parceiros para envolver a comunidade em ações de prevenção e tratamento e também para reportar novos casos da doença.

“A chegada do vírus a uma área urbana é muito preocupante e a OMS e seus parceiros estão trabalhando juntos para rapidamente ampliar a busca por contatos próximos a casos confirmados na área de Bandaka”, destacou o diretor regional da entidade para África, Matshidiso Moeti.

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Epidemia já matou milhares

O vírus é endêmico na República Democrática do Congo, um dos maiores países da África, e altamente contagioso. Seus principais sintomas são febre, hemorragias, diarreia, dor abdominal, muscular e nas articulações. Entre 2014 e 2016, uma epidemia de Ebola na África Ocidental deixou mais de 11,3 mil mortos, principalmente em função de sua disseminação em áreas urbanas. Naquela ocasião, as nações mais atingidas foram Libéria, Guiné e Serra Leoa. 

* Com informações da Agência Brasil e Ansa

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