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Vírus é endêmico no país e altamente contagioso; pelo menos 11 pessoas estão infectadas – sendo que três delas são profissionais da área da saúde

Organizações como a OMS e o Médicos Sem Fronteiras viajaram para o epicentro do surto do vírus Ebola nesta terça
Reprodução/Shutterstock
Organizações como a OMS e o Médicos Sem Fronteiras viajaram para o epicentro do surto do vírus Ebola nesta terça

A República Democrática do Congo anunciou, na noite desta quinta-feira (10), a primeira morte confirmadamente decorrente da nova epidemia do vírus Ebola – que tem atingido a África nas últimas semanas.

Antes dessa,  outras 17 mortes já haviam sido registradas em uma aldeia do país – todos com sintomas do vírus Ebola . Porém, por falta de exames, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não conseguiu confirmar que tais pacientes tinham verdadeiramente a doença.

Ainda segundo as autoridades do Congo, outras 11 pessoas, incluindo três enfermeiras da equipe médica responsável pelo tratamento dos doentes, estão infectadas pelo vírus.

Essa infecção por parte de profissionais de saúde inclusive é um dos fatores que caracteriza uma epidemia, como bem lembrou o ministro da Saúde do Congo , Oly Ilunga.

“Uma das características marcantes desta epidemia é o fato de que três profissionais de saúde foram afetados”, disse em um comunicado. “Esta situação nos preocupa e exige uma reação imediata e enérgica”.

O vírus é endêmico no país e altamente contagioso. Seus principais sintomas são febre, hemorragias, diarreia, dor abdominal, muscular e nas articulações.

Até agora, a maioria dos casos foi registrada nos arredores do vilarejo de Ikoko Impenge, próximo à cidade de Bikoro.

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“Depois do contato, as enfermeiras começaram a exibir sinais… nós as isolamos”, disse Serge Ngaleto, diretor do principal hospital de Bikoro.

Chances de surto mundial?

Esta já é a nona vez que o Ebola foi registrado no Congo, desde que a doença foi identificada pela primeira vez perto do rio Ebola, situado no norte do país, nos anos 1970.

Por causa dessa longa experiência que o país já tem com a doença – atrelada à geografia remota da região, que impede o contato de muitos turistas ou de pessoas que pudessem transferir o vírus para outras localidades – a tendência é que nem todos os surtos se tornem mundiais.

No entanto, profissionais da OMS e dos Médicos Sem Fronteiras já se direcionaram ao local, para ajudar na recuperação dos infectados. Como precaução, a Nigéria , a Guiné e Gâmbia já aumentaram as medidas de triagem nas fronteiras com o Congo.

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Além disso, países como a Itália já enviaram doações para combater o novo foco da doença. A ideia dessas nações e organizações é impedir que o vírus Ebola se espalhe pelo mundo, como ocorreu no surto de 2014.

* Com informações da Agência Ansa.

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