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Historiador de arte descobriu que obras de Etienne Terrus eram falsas devido ao material das telas e às assinaturas apagadas; caso está sendo investigado

Historiador descobriu que mais da metade da coleção de um museu francês é composta por obras falsas de  Etienne Terrus
Reprodução/Wiki commons - "Vue d'Elne"
Historiador descobriu que mais da metade da coleção de um museu francês é composta por obras falsas de Etienne Terrus

Um historiador de arte descobriu que mais da metade da coleção de um museu francês é composta por obras falsas do pintor Etienne Terrus. De acordo com o The Guardian , o especialista, Eric Forcada, foi chamado para reorganizar o espólio da região, identificando assim, que cerca de 60% das pinturas expostas eram falsificadas.

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O prefeito de Elne, Yves Barniol, comunicou à imprensa local sobre a inspeção feita na coleção de 140 pinturas, descrevendo o ocorrido como uma “catástrofe” para a cultura e, em específico, para o museu destinado exclusivamente às obras do pintor Etienne Terrus.

Segundo Barniol, há alguns anos foi decidido na pequena comunidade de oito mil habitantes de Elne, nos arredores de Perpignan, que o Museu Etienne Terrus seria reaberto para homenagear a vida e a trajetória do artista local, que nasceu em 1857 e morreu em 1922, depois de uma extensa trajetória no mundo das artes.

Ele afirmou que a notícia deixou os moradores e a equipe da instituição cultural chocados, já que nunca checaram a veracidade das pinturas de uma figura tão importante para Elne.

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“Terrus foi o grande pintor de Elne, ele fazia parte da comunidade, era nosso grande artista local. Agora, infelizmente sabemos que todas as exposições foram feitas com obras falsificadas, e isso é muito problemático. Simplesmente uma catástrofe para o município”, disse.

Reunião com especialistas para análises das obras do museu

Em entrevista à mídia francesa, o historiador de arte, Forcada, alegou que identificar que as obras eram falsas não foi algo difícil, já que as assinaturas do artista estavam “apagadas” – o que o fez solicitar uma reunião com especialistas que cuidam do painel para que pudessem discutir a descoberta.

“A um nível estilístico, é grosseiro. Os suportes de algodão não correspondem à tela usada por Terrus. De 140 quadros, detectei que 82 são falsos, o que acarreta um prejuízo de R$ 15 mil euros (R$ 62 mil reais)”, acrescentou.

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O prefeito assegurou que as investigações acerca das falsificações presentes no museu continuam e que não serão terminadas até que o culpado seja localizado e responsabilizado pela ação.