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Reprodução/ Twitter/ @aryan_maiwand
Ataque a um centro de registro eleitoral de Cabul foi reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico

Subiu para 60 o número de pessoas mortas em um atentado suicida cometido em Cabul, capital do Afeganistão. O porta-voz do Ministério da Saúde, Wahid Majro, disse que outras 54 pessoas ficaram feridas. O ataque a um centro de registro eleitoral da capital foi reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico.

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Por meio de um comunicado divulgado no aplicativo de mensagem Telegram, o Estado Islâmico identificou o autor do atentado suicida em Cabul como Qari Omar al Bishauri, classificado com um “mártir” do grupo terrorista.

No comunicado, os terroristas afirmaram ainda que a ação deixou pelo menos 40 mortos e 60 feridos. O homem-bomba teria se dirigido a um grupo de eleitores “politeístas” quando detonou o colete de explosivos.

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O atentado ocorreu por volta das 10h local (2h30 em Brasília) na região de Qala-e-Nazir. O bairro possui uma grande população da minoria religiosa xiita hazara e é um alvo constante de ataques do Estado Islâmico.

O homem-bomba  estava entre as pessoas que aguardavam em uma fila para se registrar em um centro de votação para as eleições parlamentares. O processo de cadastro começou na semana passada e deve continuar durante as próximas semanas.

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Pelo Twitter, o porta-voz talibã Zabihullah Mujahid ressaltou que o Emirado Islâmico, como se autodenominam os talibãs, não tem nada a ver com a explosão na capital afegã.

Onda de ataques

A capital afegã tem sido alvo de vários atentados neste ano, o maior deles cometido no final de janeiro pelos talibãs na capital afegã. Nesse ataque, 100 pessoas morreram após a explosão de um carro-bomba próximo a um hospital de uma ONG italiana. 

O veículo que foi utilizado como carro-bomba em Cabul era uma ambulância, e inicialmente passou despercebido pela área que também conta com o hospital da ONG Emergency. Além dos locais de atendimento médico, o bairro também conta com os escritórios do Ministério do Interior do Afeganistão e os da União Europeia.

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