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Miguel Díaz-Canel fez o seu primeiro pronunciamento como atual presidente nesta quinta-feira; tom foi de continuidade aos feitos pela família Castro

Novo presidente Cuba, Miguel Díaz-Canel, ao lado do seu antecessor, Raúl Castro
Reprodução/Twitter
Novo presidente Cuba, Miguel Díaz-Canel, ao lado do seu antecessor, Raúl Castro

O novo presidente de Cuba , Miguel Díaz-Canel, que assumiu o seu mandato nesta quinta-feira (19), prometeu uma gestão de "continuidade" – apesar de ser o primeiro nome fora da família Castro a assumir o governo do país desde 1976. 

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"Tudo o que pudermos fazer para promover o modelo de atualização econômica, iniciado pelo governo de Raúl Castro em 2008, com algumas reformas, será feito", afirmou Miguel Díaz-Canel .

A declaração foi feita durante o discurso de posse do novo presidente, neste dia histórico para Cuba. Díaz-Canel encerrou seu pronunciamento com o emblemático slogan "Pátria ou Morte, Socialismo ou Morte" que sempre foi proclamado pela "geração histórica".

Em sua primeira declaração após ser eleito presidente com 99,83% dos votos dos deputados, Díaz-Canel anunciou também que Raúl Castro continuará na liderança do Partido Comunista.

O novo presidente ainda destacou, em seu discurso, a "unidade política do país" e pediu para adiar o anúncio dos membros do Conselho de Ministros, que também se dirige para a próxima sessão parlamentar.

Díaz-Canel explicou que durante seu mandato priorizará uma "ligação sistemática com a população" e analisará "as questões que dizem respeito à sociedade cubana como um todo e ao cotidiano dos cubanos". Além disso, o mandatário pediu um "amplo e sincero debate" sobre o assunto.

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"O mandato que o povo deu a esta legislatura foi para dar continuidade à revolução em um momento histórico crucial", ressaltou.

Cuba moderna?

No discurso, o presidente eleito também defendeu a necessidade de modernizar a economia da ilha, enfatizando que seu governo vai imprimir esse processo que expandiu um setor privado limitado a um número de serviços, a máxima defendida por seu antecessor, para avançar "sem pressa, mas sem pausa".

Díaz-Canel mencionou as crescentes ameaças internacionais e uma ordem econômica mundial injusta e excludente e esclareceu que, nesse sentido, o seu governo "não negociará princípios nem fará concessões" ao que chama de "inimigo imperialista".

"Não vou prometer nada, apenas o trabalho intenso e abnegado de cada dia", acrescentou.
Por fim, o sucessor de Raúl descartou uma "restauração capitalista" e anunciou "o aperfeiçoamento do socialismo".

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Raúl Castro acompanhou o discurso da primeira fila e disse que no momento adequado Miguel Díaz-Canel também poderá assumir seu posto de primeiro-secretário do Partido Comunista cubano.

* Com informações da Agência Ansa.