Rebelião em presídio da Venezuela deixa quase 70 pessoas mortas; dentre as vítimas, há duas visitantes
Reprodução/Moçambicano
Rebelião em presídio da Venezuela deixa quase 70 pessoas mortas; dentre as vítimas, há duas visitantes

Pelo menos 68 pessoas morreram e outras dezenas ficaram feridas, nesta quarta-feira (28), após uma rebelião ocorrida no presídio do Comando da Polícia do Estado de Carabobo, na cidade de Valencia, no norte da Venezuela. O número de vítimas foi atualizado pelo procurador-geral da Venezuela, Tarek Saab, na manhã desta quinta (29).

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Saab, que informou a respeito de um incêndio durante a rebelião , garante que esta é uma das maiores tragédias do sistema carcerário do país. Segundo ele, entre os mortos estão 66 homens que estavam presos e duas mulheres que visitavam os detentos. 

"O Ministério Público informa à opinião pública que perante os fatos terríveis acontecidos no Comando da Polícia do Estado Carabobo, onde 68 pessoas morreram por um suposto incêndio, nomeamos quatro promotores para esclarecer esses eventos dramático", escreveu Saab no Twitter.

O incêndio ocorreu durante uma tentativa de fuga. Segundo a  Reuters , os detentos atearam fogo a colchões e tomaram a arma de um agente. Tal informação foi confirmada pela ONG Janela à Liberdade, que monitora a situção carcerária venezuelana. Ainda de acordo com a ONG, um detento armado atirou na perna de um oficial.

Dores da rebelião

Parentes de presidiários entraram em confronto com os policiais após rebelião na Venezuela
Reprodução/TV Globo
Parentes de presidiários entraram em confronto com os policiais após rebelião na Venezuela

Indignados com as consequências fatais de tal tumulto , dezenas de parentes dos detentos passaram a tarde desta quarta-feira em frente ao comando policial local, a espera de algum tipo de informação sobre seus entes. Devido à crescente aglomeração de pessoas e à falta de assistência por parte das autoridades, tal situação se tornou violenta.

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Para dispersar a confusão, cerca de 20 policiais que estavam ao redor do comando policial, fazendo a segurança do local, lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra os parentes dos detentos. Assim, todos os familiares acabaram expulsos das proximidades da penitenciária.

Mais tarde, com os ânimos esfriados, o governo de Carabobo emitiu uma nota oficial. No comunicado, as autoridades expressam solidariedade aos familiares dos mortos e garantiu que dará apoio a todos, quanto aos "serviços fúnebres e sepultamentos dos detentos mortos".

À imprensa, o governador de Carabobo, Rafael Lacava, manifestou sua "consternação" pelo episódio e garantiu que fará uma severa investigação a respeito das causas da rebelião , do incêndio e sobre quem são os culpados pela morte dos detentos e das visitantes.

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* Com informações da Agência Ansa.

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