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Ataque aconteceu em uma rodovia movimentada da cidade de Mogadíscio e tinha como alvo um hotel; grupo extremista islâmico reivindicou a autoria

O alvo do ataque era um hotel na capital da Somália, porém, o edifício não foi atingido pela explosão do carro-bomba
Reprodução/Somali Update
O alvo do ataque era um hotel na capital da Somália, porém, o edifício não foi atingido pela explosão do carro-bomba


Ao menos 18 pessoas morreram e 13 ficaram feridas após um carro-bomba explodir nesta quinta-feira (22) na cidade de Mogadíscio, capital da Somália, segundo a Agência EFE . A explosão aconteceu na rodovia Maka al Mukaram e tinha como alvo, de acordo com a Reuters , o Hotel Wehliye, que não foi atingido.

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Pedestres e comerciantes foram os mais atingidos pelo ataque, que foi reivindicado pelo grupo extremista islâmico al-Shabaab. A região de Mogadíscio, na Somália , é constantemente alvo de atentados do grupo, que, ligado à Al Qaeda, tem sido o responsável por diversos atentados no continente africano desde o ano de 2007.

“Nós estamos por trás da explosão na rua Maka al Mukaram. Matamos 17 pessoas, incluindo oficiais militares, seguranças e legisladores aposentados”, disse Sheikh Abdiasis Abu Musab, porta-voz de operações militares da al Shabaab, à Reuters .

Adbulasis Ali Hildhiban, porta-voz do Ministério de Segurança Interna do país, convocou uma reunião de emergência com o objetivo de analisar o ataque .

Ataque em frente ao palácio presidencial

O ataque aconteceu um mês após outra explosão envolvendo carros-bomba matar ao menos 40 pessoas no país. Os casos anteriores aconteceram na capital Mogasdício, dia 23 de fevereiro,  em frente ao palácio presidencial  e nos arredores da sede dos serviços de inteligência.  Eles também foram reivindicadas pelo grupo al-Shabaab.

De acordo com os serviços de emergência, outras 23 pessoas ficaram feridas. "Atendemos 21 mortos e 28 feridos no local do ataque. Alguns dos feridos morreram depois nos hospitais, o que aumentou para 35 o número de mortos. É uma tragédia que não esqueceremos", afirmou Mohammed Abshir, membro do serviço de ambulâncias local em Aamin.

O ministro da Segurança Interna, Mohamed Abukar Islow, confirmou que as forças de segurança mataram cinco membros do al-Shabaab, após um conflito de uma hora perto do palácio presidencial. O duplo ataque ocorreu um dia depois que Islow emitiu um aviso de ataques terroristas em uma reunião do gabinete. 

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Os dois casos não são fatos isolados, e em outubro do ano passado, a Somália sofreu o maior ataque terrorista da sua história. Na ocasião, mais de 350 pessoas foram mortas em decorrência de um bombardeio de caminhões em uma rua de grande movimentação, também na capital.

 * Com informações da Agência Ansa