Rita  Sarkar diz que passou pela operação há dois anos, porém só descobriu a retirada do rim nos últimos três meses
Reprodução/Hindustan Times
Rita Sarkar diz que passou pela operação há dois anos, porém só descobriu a retirada do rim nos últimos três meses

Uma mulher indiana acusou seu marido de ter roubado um dos seus rins e tê-lo vendido no mercado negro , após sua família não conseguir pagar um dote de aproximadamente R$ 101 mil. Rita Sarkar, de 28 anos, alega que seu esposo, Biswajit Sarkar, se aproveitou de uma apendicite da qual ela sofria, para retirar-lhe o rim durante uma cirurgia.

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Rita afirma ter passado pela operação há dois anos, porém só descobriu a retirada do rim nos últimos três meses, quando foi hospitalizada e informada pelos médicos que seu órgão direito não estava mais no seu corpo.

"Há dois anos, comecei a sofrer de dor de estômago aguda. Meu marido me levou para uma clínica particular em Kolkata. Ele e a equipe médica me disseram que eu ficaria bem depois da cirurgia para remover o apêndice inflamado, mas as dores persistiram”, conta ao Hindustan Times .

Crime e investigações

A indiana relata que o marido pediu-lhe que não contasse sobre o procedimento cirúrgico para ninguém. Entretanto, depois de um tempo sofrendo com dores no abdômen e na lombar, e após ele se recusar diversas vezes a levá-la para receber ajuda médica, precisou informar a sua família.

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"Quando soube, fiquei em choque e procurei outros hospitais para confirmar se, de fato, tinha perdido um dos meus rins. Então entendi por que Biswajit me implorou para manter a calma e não comentar sobre a cirurgia. Tive certeza de que ele se aproveitou da situação por conta do dote que minha família não conseguiu arcar”, afirmou.

O comerciante foi preso junto ao irmão, Shyamal na segunda-feira (5), acusado de negociar órgãos humanos. Sarkar confessou à polícia de Murshidabad que vendeu o órgão direito de Rita para um empresário, mas argumenta que a esposa concordou com a ‘doação’.

O delegado Udayshankar Roy explicou que os indivíduos foram presos de acordo com as seções 19 e 21, referentes a transações comerciais de órgãos humanos e infrações por empresas envolvidas em qualquer outro ato, dentro da Lei de Transplante de Órgãos Humanos. A seção 307, abrangente à tentativa de assassinato e a seção 498, sobre intenção criminosa, também foram consideradas.

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Segundo os oficiais, as investigações no hospital onde o rim foi retirado já estão ocorrendo. “Uma equipe especializada está cuidando do caso. Suspeitamos que uma gangue do  tráfico de órgãos esteja envolvida neste crime”, concluem.

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