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Tracey afirmou que um fundo milionário será usado para combater a solidão no país, futuramente; ainda segundo ela, solidão é "problema geracional"

A recém-nomeada 'ministra da solidão' Tracey Crouch tem 42 anos e é Ministra dos Esportes, no Reino Unido
Reprodução/Facebook
A recém-nomeada 'ministra da solidão' Tracey Crouch tem 42 anos e é Ministra dos Esportes, no Reino Unido

O governo da britânica Theresa May nomeou, pela primeira vez na história, uma ‘ministra da solidão’.  A ex-ministra dos Esportes Tracey Crouch , de 42 anos, foi escolhida na última quarta-feira (17) e, a partir de agora, deverá buscar soluções para o problema que atinge milhões de pessoas no país.

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A ministra da solidão  disse estar orgulhosa de ter sido escolhida para enfrentar o que chamou de “desafio geracional”. Segundo ela, o problema afeta pelo menos nove milhões de pessoas no Reino Unido, e em todas as faixas etárias.

Já Theresa May expôs que Tracey irá trabalhar junto ao Comitê da Solidão, órgão que existia antes mesmo da criação do cargo. Organizações não governamentais e empresas privadas também devem ajudar nas estratégias para combater a questão. 

Idosos e medidas futuras

Um relatório divulgado no ano passado indicou que o impacto negativo da solidão sobre a saúde é semelhante ao de fumar 15 cigarros por dia, e que mesmo afetando todas as idades é ainda mais nocivo para pessoas com mais de 75 anos de idade.

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No Reino Unido, estima-se que metade dos residentes nessa faixa etária viva sozinha, passando dias e até mesmo semanas longe de qualquer tipo de interação social.

A ministra recém-nomeada afirmou à BBC que um fundo milionário será desenvolvido para a criação de uma estrutura contra a solidão dos britânicos no futuro. Ela reconheceu que fechamento de bibliotecas e centros de lazer por parte das autoridades é um dos desafios a ser enfrentados, e que por mais que acredite não haver uma única solução para isso, iniciativas como as que estão sendo feitas, com o Escritório Nacional de Estatísticas, podem ajudar.

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“Sabemos que há um impacto real da solidão nas pessoas, seja no bem-estar mental ou na saúde física, mas isso se estende para outros aspectos da sociedade, e desejamos lidar com este desafio”, concluiu a ministra da solidão em um comunicado.

*Com informações da Ansa

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