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Ataques começaram na última semana em diversas cidades; antes do líder católico desembarcar no país, foi alvo de ameaças de 'bombas' na 'batina'

Mais três igrejas são incendiadas no Chile contra visita do papa Francisco no país; ele já está em Santiago
Reprodução/Twitter
Mais três igrejas são incendiadas no Chile contra visita do papa Francisco no país; ele já está em Santiago

Horas depois do papa Francisco desembarcar no Chile, nesta segunda-feira (15), três igrejas católicas foram incendidas no país. Com essas, já são nove o número de igrejas que foram alvos de incêndio em todo o território chileno, num protesto contra a visita do pontífice. 

Duas das instituições ficam na cidade de Cunco, a 700 quilômetros de Santiago, onde papa Francisco está hospedado nesta terça-feira (16). O outro incêndio ocorreu durante a noite na paróquia Mãe da Divina Providência, em Puente Alto, na periferia de Santiago.

Todas as igrejas que foram atacadas passaram por explosões de bombas caseiras, que destruíram partes delas, pelo país. Apesar dessas últimas três não terem sido reivindicadas, os ataques são investigados como ações de grupos anarquistas.

Além do fogo, as instituições sofreram pixações. Os criminosos espalharam ainda panfletos com ameaças contra o papa. “a próxima bomba será dentro da sua batina", dizia um dos panfletos. “Pelo papa, milhões. Pelos pobres, morremos em nossas aldeias”, denunciava uma das pixações.

Posicionamento dos políticos

A ex-candidata à presidência Roxana Miranda engrossou, no Twitter, o coro dos descontentes com a visita papal. "O problema não é a fé, mas sim, os milhões que são gastos com a fé", escreveu Miranda, candidata em 2013 pelo Partido Igualdade. Ela criticou que o dinheiro público seja usado para resguardar a segurança do papa.

Subsecretário do Interior, Mahmud Aleuy visitou duas das igrejas atacadas na semana passada. Na ocasião, Aleuy afirmou à imprensa que "o governo apresentará uma ação nas próximas horas por infração à lei de armas".

O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, condenou os atos, que ocorreram na semana passada. "O ódio e a intolerância não podem se sobrepor ao respeito pelo Estado de Direito. Vamos receber o papa Francisco com alegria e paz". Segundo a polícia, até esta terça-feira, 35 pessoas já haviam sido presas por conta dos protestos contra a visita do pontífice.

* Com informações da Agência Ansa.

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