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Rebecca Dykes foi sequestrada ao sair de um bar em Beirute; seu corpo foi deixado em uma estrada e a polícia investiga se ela sofreu violência sexual

A diplomata britânica Rebecca Dykes foi assassinada em Beirute, capital do Líbano
Reprodução/Daily Mail
A diplomata britânica Rebecca Dykes foi assassinada em Beirute, capital do Líbano

Um motorista da Uber confessou ter assassinado a diplomata britânica Rebecca Dykes, de 30 anos, após ter sido contratado para buscá-la em uma festa, no sábado (16). A jovem foi sequestrada, estrangulada e teve seu corpo deixado em uma estrada do bairro Metn Highway, em Beirute, capital do Líbano. A polícia local investiga se houve violação sexual.

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A polícia prendeu o motorista Tarek H, na madrugada de domingo (17). Segundo Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) , ele admitiu ter tentado abusar sexualmente da diplomata britânica , estrangulando-a em seguida. A família de Dykes afirma estar devastada por sua morte.

Investigações

Um funcionário da polícia afirmou, nesta segunda-feira (18), que o suspeito foi detido em seu apartamento e flagrado por meio de câmeras de segurança, tendo seu trajeto registrado por várias delas, o que possibilitou que a placa do carro fosse vista, e ele identificado.

Ainda de acordo com a NNA , o motorista pegou a mulher em Gemayze, bairro conhecido por seus bares e restaurantes, e onde comemorava com amigos da embaixada do Reino Unido. Depois, dirigiu para um bairro vizinho onde morava, mas não a abandonou, levando-a para o local onde o corpo foi achado mais tarde.

Nas redes sociais, amigos e familiares comentaram sobre a tragédia: "é horrível. Não tínhamos ideia do que aconteceu com ela até que recebemos uma ligação hoje para ir à delegacia para dar declarações”.

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O embaixador britânico no Líbano , Hugo Shorter, lamentou o ocorrido. "Toda a embaixada está profundamente chocada, triste por esta notícia. Meus pensamentos estão com a família de Becky, amigos e colegas por sua trágica perda", disse.

"Estamos prestando apoio consular à família e trabalhamos em estreita colaboração com as autoridades libanesas que estão conduzindo uma investigação policial", ressaltou o embaixador.

Um amigo da vítima, Rami Cherri, escreveu no Twitter: "a falta de cobertura sobre o estupro e o assassinato em qualquer canal de notícias libanesa é no mínimo, nojenta. Para ter uma sociedade mais segura neste país, nossa mentalidade deve mudar para melhor. Precisamos enfrentar a ascensão de estupros e assassinatos no Líbano agora. Isso é inexcusável e desumano”.

Vítima 

Rebecca Dykes trabalhou para o Departamento de Desenvolvimento Internacional como gerente de políticas e programas. Mudou-se para Beirute em janeiro deste ano e foi pensionista na escola de meninas Malvern St James, em Worcestershire. Depois disso, passou dois anos na Rugby School, uma das escolas independentes mais antigas da Grã-Bretanha. 

Formada em antropologia social na Universidade de Manchester, em 2008, Rebecca completou um mestrado em segurança internacional e governança global em Birkbeck, Universidade de Londres.

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A diplomata britânica se juntou ao Foreign and Commonwealth Office em 2010 e trabalhou no Iraque como analista de pesquisa, indo para a Líbia, exercer a função de gerente de políticas. Dykes também passou quatro anos em Hong Kong, ensinando inglês a adolescentes, além de ser monitora de direitos humanos , traduzindo documentos do chinês para o inglês. 

*Com informações do Daily Mail

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