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Convocados pelo presidente da França, empresários e políticos reafirmaram compromisso do Acordo de Paris, mas sem posições concretas

O presidente da França, Emmanuel Macron, foi o anfitrião do encontro sobre o clima, dois anos após o Acordo de Paris
Reprodução/Twitter
O presidente da França, Emmanuel Macron, foi o anfitrião do encontro sobre o clima, dois anos após o Acordo de Paris

Líderes de todo o mundo se reuniram nesta terça-feira (12) na região metropolitana de Paris, a convite do presidente francês Emmanuel Macron , para discutir a luta contra o aquecimento global e mais, o seu financiamento. E em meio a discursos, novas e promissoras promessas foram feitas.

O One Planet Summit (Cúpula de Um Planeta) também reuniu em Paris organizações financeiras, ex-políticos e celebridades, cujos representantes discursaram. Um dos principais desafios do evento era manter firme os compromissos do Acordo de Paris , assinado há dois anos, após a saída dos Estados Unidos por decisão do presidente Donald Trump .

Mas o ex-governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger , foi claro ao dizer que “Trump saiu do Acordo de Paris. Os Estados Unidos não”, dando a entender que o país tem opiniões diversas sobre o assunto e que pode um dia voltar a integrar o acordo.

Mesmo assim, Macron alertou: “Estamos perdendo a batalha. Não avançamos rápido o suficiente e esse é o drama. Devemos mover todos, porque todos nós seremos responsáveis”.

O apelo em certa medida deu certo. O Banco Mundial , um dos organizadores da reunião, disse que já não financiará projetos de exploração e extração de petróleo e gás após 2019, com exceções para os países mais pobres.

No entanto, os líderes presentes não demonstraram como cumprirão os compromissos do Acordo e não desbloquearam novos fundos significativos para ajudar os países em desenvolvimento a se afastarem das economias de combustíveis fósseis.

Jovenel Moïse, presidente do Haiti, disse que os países mais ricos deixaram a desejar quanto a seus compromissos. Em 2015, nações industrializadas se comprometeram a fornecer US$ 100 bilhões por ano, até 2020, para ajudar os países em desenvolvimento a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, por dependerem mais de energias fósseis, e enfrentar os efeitos das mudanças climáticas.

Além de Macron, Moise e Schwarzenegger, participaram o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres ; a primeira- ministra do Reino Unido, Theresa May ; o presidente do México, Enrique Peña Nieto; e o governador da Califórnia, Jerry Brown; empresários e filantropos como Michael R. Bloomberg e Bill Gates; e celebridades como Sean Penn . O representante oficial americano foi D. Brent Hardt, encarregado de negócios na Embaixada dos Estados Unidos em Paris.

Após o evento, Macron e Schwarzenegger se encontraram com fãs:





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Acordo de Paris

O Acordo Climático de Paris foi assinado em dezembro de 2015, quando quase todos os países do mundo concordaram em reduzir as emissões de gases. Desde então, a Nicarágua e a Síria, os dois únicos países que não integraram o Acordo em 2015, disseram que se juntariam ao grupo, deixando apenas os Estados Unidos de fora.

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