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Em visita rápida à Síria nesta segunda-feira (11), o presidente anunciou que grande parte dos militares deixará o país após dois anos de "parceria" em guerra civil; decisão acontece dias após reuniões com Assad em Sochi

O mandatário russo se encontrou na manhã de hoje com Bashar al-Assad, além do ministro da Defesa da Síria
Reprodução/Twitter @PutinRF_Eng
O mandatário russo se encontrou na manhã de hoje com Bashar al-Assad, além do ministro da Defesa da Síria

Em visita à Síria nesta segunda-feira (11), o presidente da Rússia Vladimir Putin ordenou a retirada parcial de suas tropas do país em guerra há quase sete anos. O mandatário russo se encontrou na manhã de hoje com o presidente sírio, Bashar al- Assad , além do ministro da Defesa da Síria, Sergei Shoigu. As informações da "CNN". 

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De acordo com a agência de notícias russa “Tass”, a participação das tropas russas na guerra da Síria já dura dois anos e, agora, o governo dará início à retirada dos soldados do território estrangeiro. “As Forças Armadas da Rússia, junto do exército sírio, defenderam durante dois anos o grupo terrorista internacional mais letal da história. Neste sentido, eu decidi que um contingente grande de militares russos poderá retornar para casa”, afirmou o Putin.

A visita do presidente russo ao país assolado pela guerra acontece poucas semanas depois de os dois líderes terem se encontrado na cidade de Sochi. Putin é um dos chefes mundiais que apoiam o governo de Assad, e a intervenção do país na guerra civil, desde 2015, ajudou a ‘equilibrar’ o poderio bélico a favor do mandatário sírio.

Campanha para erradicar o Estado Islâmico levou mais de três anos e cerca de 25 mil ataques aéreos
Reprodução/Twitter @PutinRF_Eng
Campanha para erradicar o Estado Islâmico levou mais de três anos e cerca de 25 mil ataques aéreos

Apesar da retirada parcial dos soldados, Putin declarou que as bases russas no país aliado, Hmeimim e Taurus, poderiam continuam a operar. “Se os terroristas levantarem a cabeça novamente, nós iremos ataca-los com tanta força que eles nunca mais serão vistos”, esbravejou o presidente russo nesta segunda-feira, em discurso transmitido ao vivo no canal estatal “Russia 24”.

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Depois de fazer seu anúncio, Putin segue para a cidade de Cairo, onde terá uma reunião oficial com o presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sisi. Também é esperado que se encontre no local com o líder da Turquia, Recep Tayyip Erdogan ainda na noite de hoje.

‘Totalmente liberado’

A visita de Putin à Síria acontece dois dias depois do anúncio das autoridades militares do Iraque de que o território do país estava “totalmente livre” dos “terroristas do Estado Islâmico”, e que tinham tomado controle da fronteira entre Iraque e Síria. “Nós derrotamos o EI através da nossa união e sacrifício pela nação. Viva o Iraque e seu povo", proferiu o primeiro-ministro Haider Al-Abadi.

Putin declarou que as bases russas no país aliado, Hmeimim e Taurus, poderão continuar a operar
Reprodução/Twitter @PutinRF_Eng
Putin declarou que as bases russas no país aliado, Hmeimim e Taurus, poderão continuar a operar

O Estado Islâmico capturou enormes pedaços do território do Iraque e da Síria desde 2014, quando anunciou a criação de um califado sobre essas terras. No auge de seu poder, o grupo controlava mais de 34 mil quilômetros quadrados de território da costa mediterrânea para o sul de Bagdá.

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A campanha para erradicar o Estado Islâmico levou mais de três anos e cerca de 25 mil ataques aéreos da Coalizão Internacional. O grupo foi varrido de Mossul e Raqqa, no Iraque e na Síria, respectivamente, este ano, e já perdeu quase todas as áreas que controlava.

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