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Tripulantes do voo CX893 da companhia aérea Cathay Pacific reportaram uma explosão na atmosfera enquanto sobrevoavam a região do mar do Japão

O último míssil lançado pela Coreia do Norte, dia 29 de novembro, passou perto de um avião comercial da Cathay Pacific
Wikimedia Commons
O último míssil lançado pela Coreia do Norte, dia 29 de novembro, passou perto de um avião comercial da Cathay Pacific


O último míssil intercontinental lançado pela Coreia do Norte, no dia 29 de novembro, passou perto de um avião comercial e pode ser visto por membros da tripulação do voo. Segundo informações da BBC , a aeronave sobrevoava o mar do Japão quando os tripulantes avistaram o míssil Hwasong-15 entrar na atmosfera e explodir nas proximidades do avião.

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A aeronave faz parte da frota da companhia aérea Cathay Pacific, que explicou o incidente em nota à  CNBC:  "Dia 29 de novembro, a tripulação do voo CX893 reportou ter observado o que pode ter sido o recente teste nuclear da  Coreia do Norte . Por mais que o voo estivesse longe do local do evento, a tripulação notificou a Japan ATC (controle de tráfego aéreo) de acordo com os procedimentos".

O avião cumpria a rota São Francisco-Hong Kong e suas operações não foram afetadas pelo evento. Por mais que o país liderado por Kim Jong-un mantenha ameaças constantes sobre o lançamento de novos mísseis, a companhia aérea não pretende mudar as rotas de seus voos.

Tensão com os EUA

O projétil em questão foi disparado na última quarta-feira (29) de uma área nos arredores de Pyongsong, na província de Pyongan Sul, centro-oeste do país asiático, e voou por cerca de 960 quilômetros na direção leste. Segundo o Pentágono – sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos –, o míssil era intercontinental, ou seja, capaz de atingir o território norte-americano, e que caiu no Mar do Japão .

O disparo chega menos de 10 dias depois do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter incluído o país norte-coreano na lista de "Estados patrocinadores do terrorismo ". O país asiático tinha sido retirado da relação em 2008, pelo então mandatário George W. Bush, em uma tentativa de salvar as negociações sobre o programa nuclear de Pyongyang.

Desde o início do ano, contudo, a troca de provocações tem sido intensa na península coreana, alimentada pela retórica agressiva de Donald Trump e Kim Jong-un, o que levou ao retorno do país asiático à lista. Além de projéteis de curto e médio alcance, a Coreia do Norte testou mísseis intercontinentais capazes de atingir os EUA e realizou, em setembro, a maior detonação nuclear de sua história.

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O teste provocou um terremoto de magnitude 6,3 na escala Richter e, segundo Pyongyang, foi feito com uma bomba de hidrogênio . Em resposta, Trump deslocou um submarino nuclear e bombardeiros para a região e ameaçou atacar a Coreia do Norte com "fogo e fúria nunca antes vistos". 

*Com informações da Agência Ansa

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