Tamanho do texto

Presidente venezuelano não informou quando nem como a criptomoeda irá funcionar, porém já informou que ela receberá o nome de "El Petro"

Segundo Maduro, a moeda será respaldada nas reservas da Venezuela de ouro, petróleo, gás e diamante
Divulgação/Governo da Venezuela - 30.7.2017
Segundo Maduro, a moeda será respaldada nas reservas da Venezuela de ouro, petróleo, gás e diamante

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou neste domingo (3) que seu país terá uma nova moeda virtual nacional, que irá valer nos mesmos moldes do bitcoin. Segundo ele, a moeda será chamada de “El Petro”.

Leia também: Coreia do Norte diz que EUA e Coreia do Sul estão sempre prontos para guerra

“A Venezuela vai criar uma criptomoeda, ‘El Petro’, para avançar em matéria de soberania monetária, fazer transações financeiras e vencer o bloqueio financeiro”, afirmou Maduro.

A declaração do presidente se refere a alguns países, como os Estados Unidos, por exemplo, que possuem restrições financeiras à nação venezuelana. Alguns funcionários do governo, por exemplo, têm suas contas bloqueadas.

Segundo o presidente, que não explicou quando nem como esse arranjo iria funcionar, a moeda será respaldada nas reservas venezuelanas de ouro, petróleo, gás e diamante.

O bitcoin já é uma moeda bastante usada na Venezuela, além de outras criptomoedas menos famosas. Isso porque a população que usa esse tipo de dinheiro tem o objetivo de proteger suas economias dos efeitos da hiperinflação e escapar da falta de notas.

Maduro também afirmou que a criptomoeda criada por seu país terá duas diferenças da, já conhecida, bitcoin. Além de ser controlada e emitida por um país, ela também será atrelada a bens físicos.

Leia também: Reforma tributária de Trump é aprovada pelo Senado americano

Apenas neste ano, o bitcoin passou a ganhar notoriedade entre os investidores comuns e seu preço já ultrapassou os US$ 10 mil, mas ainda divide opiniões entre os economistas que acreditam na existência de uma bolha especulativa.

Entenda o bitcoin

As moedas criptografadas ficaram conhecidas como meio de pagamento no comércio ilegal da deep web por oferecem mais privacidade ao não demandarem intermediários entre o pagador e o receptor, o que estimulou o surgimento de transações irregulares.

Em 2008, o bitcoin não existe de forma palpável. Cada transação é um código alfanumérico trocado entre quem vende e quem compra um produto ou serviço. Essas transferências são efetuadas sem interferências de terceiros já que os Bitcoins não são emitidos nem lastreados por bancos centrais. O fato de as operações não serem descentralizadas explica também porque é praticamente impossível rastreá-las.

Leia também: Protestos em Honduras deixam uma pessoa morta e ao menos 20 feridos

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.