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Reprodução/Osama Bin Javaid/Al Jazeera
Ataque terrorista na mesquita de Al-Rawdah, na Península do Sinai, no Egito, ocorreu durante orações desta sexta-feira


Em resposta ao ataque terrorista ocorrido na sexta-feira (24), em uma mesquita na península do Sinai, ao norte do Egito, a Força Aérea Força Aérea do Egito (FAE) lançou ataques aéreos sobre os locais considerados "posições terroristas" e sobre os veículos que teriam sido os responsáveis pelo ataque que deixou 235 mortos. As informações são da CNN.

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O contra ataque acontece um dia após o presidente do Egito , Abdul Fatah al Sisi, prometer retaliação “brutal” ao atentado a mesquita Al Rauda que é frequentada por sufis - um ramo do islã - na cidade de Bear al Abd, ao oeste de Al Arish, capital do norte do Sinai egípcio.

A região é constantemente alvejada por ataques promovidos pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), porém nem o EI nem outro grupo extremista reivindicou a autoria do ataque terrorista.

"Como parte da perseguição aos responsáveis por atacar fiéis na mesquita, a aviação teve como alvo terroristas e destruiu veículos que realizaram o ataque", afirmou, em comunicado, o porta-voz das Forças Armadas, Tamer al Rifai.

Na província do Sinai do Norte, onde vigora desde 2014 o estado de emergência devido os constantes ataques, atua o braço egípcio do grupo jihadista Estado Islâmico, chamado Wilayat Sina, que reivindicou a maioria dos atentados ocorridos nos últimos anos no país. O da última sexta-feira (24) continua sem ser reivindicado por nenhum grupo extremista. 

O ataque

Segundo as televisões locais, os terroristas chegaram a mesquita no horário da saída dos fieis, que fazem orações  sempre às sextas-feiras. Bombas caseiras foram colocadas nas portas da  mesquita e resultaram em duas explosões. Os sobreviventes que tentavam fugir foram alvejados por atiradores. Televisão estatal egípcia chegou a informar que as equipes de resgates que chegaram ao local, minutos após as explosões também foram alvejados.

Além dos 235 mortos, outras 100 pessoas ficaram feridas após o ataque. Desde o dezembro do ano passado, o Egito vive uma série de atentados contra os cristãos coptas e o país se encontra em estado de emergência desde abril, por conta dos atentados contra duas igrejas coptas no delta do Nilo .

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