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Denúncia foi feita pelos dois jornais mais influentes dos EUA; segundo investigações, empresa vasculhava vida de Trump desde o início de 2016

A ex-candidata democrata à presidência dos Estados Unidos nas eleições de 2016, Hillary Clinton
Divulgação - 01.09.16
A ex-candidata democrata à presidência dos Estados Unidos nas eleições de 2016, Hillary Clinton

No início de 2016, ano em que, em novembro, ocorreu a eleição presidencial nos Estados Unidos, a ex-candidata Hillary Clinton e o Partido Democrata teriam realizado pagamentos para dar continuidade ao chamado " Russiagate " – que investiga supostos vínculos entre o atual presidente Donald Trump e a nação euro-asiática comandada por Vladimir Putin. 

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A denúncia foi revelada nesta terça-feira (24), pelos jornais americanos The Washington Post  e The New York Times. De acordo com as publicações, Clinton estaria pessoalmente envolvida nas investigações que associam Donald Trump a Putin ou aos russos. 

Donald Trump foi eleito o novo presidente dos Estados Unidos em novembro do ano passado
Reprodução/The Boston Globe
Donald Trump foi eleito o novo presidente dos Estados Unidos em novembro do ano passado

Segundo o jornal da capital norte-americana, um advogado que trabalhou para a ex-candidata democrata e para o partido, chamado Marc Elias, contratou uma empresa, a Fusion GPS, em abril do ano passado para investigar os laços entre o republicano e os russos.

Ainda de acordo com a mesma publicação, os serviços teriam sido pagos até pouco antes das eleições presidenciais, ocorridas em novembro.

Além disso, mesmo antes do acordo firmado com os Democratas, a Fusion GPS já estava realizando pesquisas sobre Trump , por conta de um pedido feito por um de seus rivais, nas primárias do Partido Republicano. A identidade deste rival, porém, ainda não é conhecida, de acordo com o jornal.

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Já o NYT informou que foram contratados "investigadores particulares" para recolher informações para a ex-secretária de Estado. Atualmente, o Congresso dos EUA investiga e interroga membros do staff de Trump sobre uma possível interferência dos russos na vitória do magnata.

Putin e Trump – um caso sério

Em julho, Trump e Putin se encontraram pela primeira vez após a eleição do magnata, na Cúpula do G20, em Hamburgo, na Alemanha. 

Donald Trump e Vladimir Putin conversaram por 15 minutos durante um jantar do G20 na Alemanha
CARLOS BARRIA/TRUMP
Donald Trump e Vladimir Putin conversaram por 15 minutos durante um jantar do G20 na Alemanha

Na ocasião, o presidente dos Estados Unidos teve uma reunião extraoficial com o presidente russo. A conversa, que teria durado 15 minutos, foi classificada pelo republicano como "interessante". Segundo ele, a conversa foi apenas "uma troca de elogios".

"Tratou-se de uma troca de elogios, nada mais que isso. Não foi uma conversa longa. Conversamos sobre algumas coisas, como adoções, foi interessante", explicou o republicano ao jornal NYT.

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A relação entre Putin e Donald Trump gera polêmicas dentro e fora dos Estados Unidos. Isso porque a Rússia é acusada de tirar vantagens e interferir nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016, prejudicando a campanha da candidata Hillary Clinton.

* Com informações da Agência Ansa.

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