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A fala do presidente foi revelada por congressista democrata. Trump negou no twitter e a nova polêmica virou manchete nos EUA

Donald Trump nega as acusações e diz que a congressista inventou a frase polêmica
Reprodução/The Boston Globe
Donald Trump nega as acusações e diz que a congressista inventou a frase polêmica

As falas fortes do presidente Donald Trump causaram nova polêmica nesta quarta-feira (18). Ele teria dito a viúva de um soldado morto em uma emboscada terrorista no Niger que ele “sabia no que estava entrando”, de acordo com uma congressista norte-americana do partido Democrata. Trump negou e um embate público entre os dois dominou a mídia dos Estados Unidos.

A congressista da Flórida, Frederica Wilson afirmou que Donald Trump ligou para Myesha Johnson nesta terça-feira (17) pouco depois da chegada do corpo de seu marido, o sargento La David Johnson,à Miami e que teria feito a afirmação “desrespeitosa”.

Wilson diz que estava ao lado da viúva e ouviu tudo. “Todos sabem que quando se vai a uma guerra, pode-se não voltar, mas não se relembra uma viúva disso. Foi muito insensível”, afirmou a legisladora a uma afiliada da CNN.

O presidente negou o conteúdo da conversa em um tweet e através de um pronunciamento da Casa Branca. “A legisladora democrata inventou completamente o que disse para a esposa de um soldado morto em combate (e tenho as provas). Triste!", ele escreveu na rede social.

Apesar de ter alegado ter provas do teor da conversa, nem ele nem a Casa Branca forneceram provas, já que a conversa com a viúva não foi gravada. Wilson reagiu com mais entrevistas ao vivo à rede de notícias CNN.  "Não sei de que tipo de provas ele fala. Não era a única no carro e também tenho provas", ela afirma.

As ligações de condolência para familiares de soldados norte-americanos já tinha se tornado motivo de confusão para Trump nesta semana. Na última segunda-feira, ele deu a entender que ex-presidentes dos Estados Unidos, incluindo Barack Obama,  não faziam o contato de solidariedade.

O ataque

A emboscada a uma unidade militar dos Estados Unidos no país africano aconteceu no último dia 4. Cerca de 50 homens armados atacaram doze soldados, matando quatro, incluindo Johnson, perto da fronteira do Níger e do Mali. O Pentágono acredita que o ataque foi feito pelo Estado Islâmico. O presidente Donald Trump demorou mais de uma semana para se pronunciar publicamente sobre o caso.

*com informações da Ansa e da CNN

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