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Reprodução/Twitter - @SRSGKeating
Representante das Nações Unidas na Somália, Michael Keating publicou foto no local de ataque em Mogadíscio

O número de mortos em após a explosão de um caminhão-bomba em frente a um hotel no centro de Mogadíscio, capital da Somália, nesse sábado (14), já passa de 300. O número – que não é exato – foi atualizado nesta segunda-feira (16), pelas autoridades locais. O brutal atentado representa o mais mortal já registrado no país. Dezenas de civis sofreram graves queimaduras e ainda correm risco de vida.

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O ataque ocorreu em frente ao hotel Safari, que fica perto de ministérios do governo da Somália  e em uma rua bastante movimentada de Mogadíscio. O prédio foi amplamente destruído pela explosão. "Em nossos 10 anos de experiência em primeiros socorros em Mogadíscio, nunca tínhamos visto algo assim", informou o serviço de ambulâncias da cidade pelas redes sociais.

De acordo com Abdulkadir Adam, médico e diretor do serviço de ambulâncias Aamin Ambulance, a expectativa é de que esse número aumente ainda mais nas próximas horas. O número de feridos também não está exato, mas fica na casa das centenas.

O presidente do país, Mohamed Abdullahi Mohamed, declarou três dias de luto e se juntou às milhares de pessoas que responderam aos apelos desesperados dos hospitais por doações de sangue. "Estou implorando ao povo somali para que doem", afirmou o mandatário.

Segundo declarou à agência Associated Press o diretor do Hospital Medina, Mohamed Yusuf, o local está sobrecarregado de mortos e feridos. "Recebemos pessoas cujos membros foram arrancados pela bomba. É realmente horrível, nunca tínhamos visto algo assim", acrescentou.

De acordo com o Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, pelo menos quatro voluntários estão entre as vítimas. "O balanço pode aumentar porque ainda há muitos voluntários desaparecidos", diz um comunicado da entidade.

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Grupo islâmico Al Shabab é suspeito pelo atentado

Nenhum grupo reivindicou responsabilidade pela explosão até o momento, mas o governo culpa o grupo fundamentalista islâmico somali Al Shabab, que vem aumentando suas ações no centro e no sul do país nos últimos meses. A milícia está em guerra contra o Exército e os mais de 20 mil homens enviados pela União Africana, que contam com o apoio de drones dos Estados Unidos.

O atentado ocorreu dois dias depois de um encontro em Mogadíscio entre o presidente da Somália e expoentes do comando dos EUA na África. Além disso, três dias atrás, o governo perdeu dois membros de seu alto escalão, o ministro da Defesa, Abdirashid Abdullahi, Mohamed e o chefe das Forças Armadas, Ahmed Jimale.

Situado no Chifre da África, a Somália é um dos mais vulneráveis do mundo por causa da pobreza disseminada, da atuação de milícias terroristas e da instabilidade política. Em março passado, o governo somali chegou a declarar estado de calamidade nacional por causa da fome.

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*Com informações e reportagem da Ansa

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