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Nação é uma das únicas da Europa Ocidental que não sofreu atentados do grupo extremista; por ser o berço do cristianismo, país é alvo em potencial

Basílica de São Pedro, no Vaticano; pela Itália ser um país tão cristão, ela é um potencial alvo para o Estado Islâmico
Ricardo André Frantz/Creative Commons
Basílica de São Pedro, no Vaticano; pela Itália ser um país tão cristão, ela é um potencial alvo para o Estado Islâmico

Em um grupo do aplicativo Telegram, simpatizantes do Estado Islâmico trocaram mensagens sugerindo que a Itália seria o próximo alvo dos ataques terroristas dos jihadistas na Europa Ocidental.

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De acordo com o portal SITE Intelligence Group, que monitora as atividades dos extremistas na internet, os jihadistas do Estado Islâmico fizeram, no aplicativo de mensagens instantâneas, apelos por ataques à Itália, um dos países que simbolizam a civilização ocidental e o cristianismo.

Hoje, a Itália é a única grande nação da Europa Ocidental que ainda não sofreu atentados do grupo terrorista, ao contrário do Reino Unido, da França, da Alemanha e da Espanha. No entanto, a península é um potencial alvo dos extremistas.

Afinal, a cidade de Roma é membro da coalizão internacional que combate a milícia jihadista, oferecendo suporte principalmente para operações na Líbia e na região de maioria curda do Iraque. Além disso, abriga o Vaticano, centro da Igreja Católica.

Ameaças do grupo extremista contra a Itália não são novas. Os terroristas já divulgaram na web vídeos simulando ataques a Roma, tida pelos jihadistas como um símbolo do cristianismo e dos "cruzados". Um deles mostra tanques de guerra avançando contra o Coliseu, monumento mais visitado da cidade.

Não é por menos, então, que o alerta contra o terrorismo no país está no nível dois, aquele imediatamente anterior ao de um "ataque em curso".

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Com isso, as principais cidades italianas vêm reforçando suas medidas de segurança constantemente e ainda estudam formas de aumentar o controle, sobretudo contra caminhões e veículos de aluguel com motorista – método de ataque utilizado recentemente pelo grupo.

Prefeitura de Roma avalia hipótese de instalar novas barreiras físicas em
Domínio Público
Prefeitura de Roma avalia hipótese de instalar novas barreiras físicas em "pontos sensíveis", como próximo ao Coliseu

A Prefeitura de Roma também avalia a hipótese de instalar novas barreiras físicas em "pontos sensíveis", como a via del Corso, que liga as praças Venezia e del Popolo, atravessando o centro da cidade, e a via dei Fori Imperiali, que conecta a praça Venezia ao Coliseu.

O objetivo é impedir que veículos de grande porte invadam zonas de concentração de pedestres, como aconteceu na Espanha, na última quinta-feira (17).

No projeto avaliado pelo governo municipal, as barreiras não bloqueariam totalmente o tráfego de automóveis, mas sim criariam percursos em "zigue-zague", o que dificultaria o acesso e diminuiria a velocidade de um carro que tentasse fazer o percurso.

Não foi o alvo, mas serviu de passagem

Embora não tenha sido alvo de qualquer atentado terrorista até hoje, a Itália já foi citada em diversas notícias sobre terrorismo e teve sua força de segurança a trabalho em dois ataques reivindicados pelo grupo. Isso porque, em ambos os casos, o país serviu de passagem para os terroristas. 

No Twitter, a polícia de Berlim informou que o balanço é de 12 mortos e 48 pessoas feridas em hospitais
Reprodução/Twitter
No Twitter, a polícia de Berlim informou que o balanço é de 12 mortos e 48 pessoas feridas em hospitais

O primeiro deles foi o tunisiano Anis Amri, que matou 12 pessoas com um caminhão em um mercado de Natal em Berlim, na Alemanha, em dezembro de 2016.

Depois do atentado, ele fugiu para o território italiano, onde ficara preso durante quatro anos por roubo - acredita-se que o tunisiano tenha se radicalizado na cadeia. Amri foi morto pela polícia em Sesto San Giovanni, nos arredores de Milão, no dia 23 de dezembro.

O segundo é o ítalo-marroquino Youssef Zaghba, um dos autores do atentado de 3 de junho em Londres, que deixou oito mortos.

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Morador de Valsamoggia, na Emília-Romana, Zaghba já era acompanhado pelos serviços de inteligência da Itália, que alertaram o Reino Unido sobre sua presença em território britânico. O terrorista foi morto pela polícia de Londres.

* Com informações da Agência Ansa.

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