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Presidente dos EUA se pronunciou após divulgação de que o país norte-coreano fabricou uma ogiva nuclear que pode ser usada em mísseis balísticos

Donald Trump afirmou que será
Reprodução/The Boston Globe
Donald Trump afirmou que será "duro e decidido" sobre os perigos representados pela Coreia do Norte

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu nesta quarta-feira (8) à Coreia do Norte que poderia responder às suas ameaças com "um fogo e uma fúria nunca vistos no mundo". A afirmação foi feita após a divulgação de um relatório da Agência de Inteligência de Defesa (DIA, na sigla em inglês) dos EUA pelo jornal "The Washington Post", segundo o qual Pyongyang fabricou uma ogiva nuclear reduzida que pode ser colocada em um dos seus mísseis balísticos.

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"É melhor que a Coreia do Norte não faça mais ameaças aos Estados Unidos. Encontrarão (como resposta) um fogo e uma fúria nunca vistos no mundo", disse Donald Trump em declarações a jornalistas em  Nova Jersey.

A descoberta da ogiva nuclear foi incluída em uma análise confidencial realizada em julho pela DIA e foi revelada pouco depois de as agências de inteligência norte-americanas terem elevado suas estimativas sobre o número de armas nucleares de Pyongyang para 60.

"A comunidade de inteligência avalia que a Coreia do Norte produziu armas nucleares para envio mediante mísseis balísticos que incluem a categoria de mísseis intercontinenais", indica o documento obtido pelo "Washington Post".

Mais cedo, a Coreia do Norte ameaçou realizar "medidas estratégicas e ações físicas" como resposta às sanções adotadas no sábado (5) contra o país pelo Conselho de Segurança da ONU , que classificou os testes do regime de Kim Jong-un como "atos terroristas e ilegais".

Após um mês de negociações, a resolução para vetar as exportações norte-coreanas de carvão, ferro, chumbo e mariscos foram aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU, com apoio da Rússia e da China, principal aliada do governo de Pyongyang. Além disso, foram implementadas novas sanções contra empresas e entidades que apoiem os programas armamentísticos do país.

Míssil intercontinental

As sanções foram uma resposta ao lançamento de míssil balístico intercontinental feito pela Coreia do Norte em 4 de julho , o primeiro da história do país. No dia 28 do mesmo mês, Pyongyang voltou a realizar um novo teste com o armamento, apesar das denúncias dos EUA e de grande parte da comunidade internacional.

O regime de Kim Jong-un defende que seu programa nuclear pretende dissuadir os EUA de uma eventual invasão. A reportagem do "The Washington Post" foi publicada depois do presidente dos EUA ter afirmado nesta terça-feira que será "duro e decidido" sobre os perigos representados pela Coreia do Norte. Donald Trump comemorou que diversos países estejam se unindo para enfrentar as ameaças de Pyongyang após "anos de fracasso".

* Com informações da Agência Brasil e Ansa

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