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Em reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU, países discutem o lançamento norte-coreano de um míssil balístico intercontinental

Presidente dos EUA, Donald Trump, criticou os chineses por relação com Coreia do Norte em seu Twitter
Divulgação/Facebook/Donald J. Trump
Presidente dos EUA, Donald Trump, criticou os chineses por relação com Coreia do Norte em seu Twitter

Os Estados Unidos está preparado para agir militarmente contra a Coreia do Norte caso seja necessário, conforme declarou a representante dos EUA junto às Nações Unidas, embaixadora Nikki Haley nesta quarta-feira (5), em uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU.

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“Os EUA estão preparados para usar toda a capacidade para nos defendermos e os nossos aliados”, afirmou. “Uma das nossas capacidades reside nas consideráveis forças militares. Se tivermos que usar, as usaremos. Mas nós preferimos não ter que ir nessa direção”, completou a embaixadora.

De acordo com ela, os norte-coreanos estão “rapidamente se fechando para qualquer possibilidade de uma solução diplomática”, e ainda ressaltou que os EUA deverão apresentar, nos próximos dias, uma proposta de resolução com novas sanções contra a nação asiática.

“O lançamento da Coreia do Norte de um ICBM [míssil balístico intercontinental, na sigla em inglês] é uma clara e forte escalada militar”, ressaltou Haley, durante o encontro de emergência do Conselho de Segurança.

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A reunião foi estabelecido depois de a potência asiática ter lançado, na última terça-feira (4) um míssil balístico intercontinental que atingiu o mar do Japão , chamado de presente para os “bastardos americanos” pelo líder Kim Jong-um.

Segundo o porta-voz do Pentágono, local sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, Jeff Davis, essa é a primeira vez que um míssil dessa categoria foi lançado pelos norte-coreanos.

O projétil representa um novo padrão de ameaça, conforme analisaram os especialistas, já que o míssil poderia chegar a lugares mais distantes, como a Austrália, o Havaí e até mesmo o Alaska, nos Estados Unidos. A nação coreana informou que o foguete é capaz de carregar uma grande ogiva nuclear.

China

Durante o encontro, Haley afirmou que o seu país poderá interromper as trocas comerciais com nações que não respeitem as sanções impostas à Coreia do Norte pelo Conselho de Segurança da ONU.

E esse pode ser um aviso para a China, já que o presidente norte-americano, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira em um tweet que os chineses teriam elevado as relações comerciais com a Coreia do Norte em quase 40% no primeiro trimestre deste ano.

 Sobre a atitude da norte-coreana em relação ao míssil, o representante da China, Liu Jieyi, classificou como “inaceitável” e uma “flagrante violação das resoluções da ONU”.

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