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Polícia já considera desaparecidos como mortos, e número pode aumentar

Stuart Cundy, um dos chefes da polícia de Londres, durante anúncio do novo número de mortos na manhã deste sábado
The Guardian/Reprodução
Stuart Cundy, um dos chefes da polícia de Londres, durante anúncio do novo número de mortos na manhã deste sábado

As 58 pessoas desaparecidas no incêndio que atingiu o edifício residencial Grenfell Tower, em Londres, foram consideradas mortas pelas autoridades britânicas. O anúncio foi feito neste sábado (17), enquanto a tragédia ocorreu na última quarta-feira (4).

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As 30 mortes que já haviam sido confirmadas na sexta-feira (16) estão incluídas no novo número. Entretanto, segundo um dos chefes da polícia de Londres, Stuart Cundy, "esse balanço poderá ainda mudar e aumentar”. “Podem levar semanas ou até meses para identificarmos todos.”

A primeira vítima formalmente identificada foi o refugiado sírio Mohammed Alhajal. Ele era estudante de engenharia e deixou o país de origem há três anos. Segundo o jornal “The Guardian”, seu irmão mais velho, 0mar, que tem 25 anos, conseguiu ser levado para o hospital.

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"Mohammad era uma pessoa muito incrível e gentil. Ele deu amor a todos. Veio para o Reino Unido porque tinha ambições e objetivos para sua vida e para sua família. Toda a nossa família sentirá falta de Mohammad e nunca será esquecido. Para Deus, nós pertencemos e para ele nós retornamos”, afirmou a família em tributo para o jovem.

Incêndio

Fotografias e vídeos do interior do edifício queimado devem ser divulgados neste domingo (18). "Não queremos divulgar nada até que todas as famílias sejam contatadas para manifestar o nosso apoio", ressaltou o comandante.

Antes mesmo disso, através das redes sociais, muitas pessoas compartilharam vídeos e fotos do local enquanto ainda estava em chamas. Nas publicações, é possível ver luzes acesas dentro do prédio e pessoas pedindo ajuda nas janelas.

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O prédio, localizado no bairro de North Kensington, em Londres, foi atingido por um incêndio na madrugada da última quarta-feira. O edifício possuía 24 andares e abrigava cerca de 400 a 500 moradores.

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