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Segundo relatório apresentado pela polícia local, 24 pessoas estão em hospitais, 12 delas em estado crítico; causa do incidente não foi encontrada

No incidente, um bloco de 24 andares e 120 apartamentos pegou fogo por completo em um grave incêndio
London Fire Brigade
No incidente, um bloco de 24 andares e 120 apartamentos pegou fogo por completo em um grave incêndio

O comandante Stuart Cundy, da Polícia Metropolitana de Londres, confimou, nesta sexta-feira (16), que subiu para 30 o número de pessoas que morreram no incêndio no edifício residencial, Grenfell Tower , localizado em Kensington, na zona oeste da capital britânica, na última quarta-feira (14).

Em uma declaração à imprensa, Cundy disse que, "neste momento, não há nada que indique que o fogo foi provocado deliberadamente". Acrescentou também que não a equipe de resgate não espera mais sobreviventes ao incêndio .

No incidente, ocorrido na madrugada de quarta, um bloco de 24 andares e 120 apartamentos pegou fogo por completo. Estima-se que, no local, viviam entre 400 e 600 pessoas. Hoje, 76 pessoas seguem desaparecidas, segundo estimativas da imprensa britânica.

Em relação aos feridos, o último relatório informa que 24 pessoas continuam hospitalizadas, 12 em estado crítico, em quatro hospitais da capital. 

Nesta quinta-feira (15), o comandante informou que, a partir de agora, o inspetor-chefe da Polícia Metropolitana de Londres , Matt Bonner, ficará à frente das investigações.

Ainda nesta sexta, a rainha Elizabeth II e o príncipe William visitaram um centro que acolhe vítimas do incidente. A visita acontece após a polícia anunciar que parte das vítimas pode jamais ser identificada.

Descartada a hipótese de ataque terrorista

Ao ser questionado pelos jornalistas, o comandante Cundy descartou que o incidente esteja relacionado com o terrorismo, ao esclarecer que "não há nada" que indique esta hipótese.

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O comandante do Corpo de Bombeiros de Londres, Dany Cotton, que também estava presente na entrevista coletiva, disse que seus homens irão realizar uma "busca minuciosa" e acrescentou, ressaltando, que essa prática "será, obviamente, um processo muito lento e doloroso".

Theresa May

A primeira-ministra britânica, Theresa May , visitou nesta quinta-feira o local, onde conversou com efetivos dos serviços de emergência. Em uma rápida declaração à rede BBC em sua residência e escritório oficial de Downing Street, logo depois de retornar de Kensington , May afirmou "é necessário assegurar que essa terrível tragédia seja investigada adequadamente" para poder chegar "ao fundo do que aconteceu".

De acordo com a imprensa britânica, os especialistas acreditam que o uso de polietileno no revestimento do edifício, que foi colocado em 2015, poderia explicar a velocidade com a qual o incêndio se propagou.

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*Com informações da Agência Brasil

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