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Nick Timothy e Fiona Hill pediram suas demissões neste sábado; Partido Conservador perdeu a maioria absoluta no parlamento, enfraquecendo May

Theresa May recebeu carta de demissão de Nick Timothy e foi informada sobre a saída de Fiona Hill neste sábado
Tom Evans/ Crown Copyright - 21.06.2016
Theresa May recebeu carta de demissão de Nick Timothy e foi informada sobre a saída de Fiona Hill neste sábado

O chefe de gabinete da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, anunciou, neste sábado (10), que renunciou o cargo após a derrota do partido conservador no Parlamento de Londres

Theresa May, no entanto, mesmo perdendo a sua maioria absoluta nas eleições gerais, ocorridas na última quinta-feira (8), afirmou que não vai renunciar. Ela tinha antecipado as eleições gerais justamente para se firmar politicamente, o que não aconteceu.

"Assumo a responsabilidade pela minha tarefa nesta campanha eleitoral, que era supervisionar nosso programa político", disse Nick Timothy em uma carta publicada no site ConservativeHome

Além de Timothy, Fiona Hill, que também era uma assessora próxima de May, também deixará o cargo, segundo a agência de notícias Associated Press.

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A saída dos dois assessores acontece a poucos dias do início das negociações sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, agendado para o próximo dia 19.

May enfraquecida

Em discurso logo após a confirmação da renovação de sua cadeira pela circunscrição de Maidenhead, no Sul da Inglaterra, May já sugeria a possibilidade de governar, apesar de não contar com maioria absoluta.

"Este país necessita de um período de estabilidade. Se o Partido Conservador conquistou a maior quantidade de cadeiras e votos, terá que assegurar essa estabilidade", afirmou.

Após um encontro com a rainha Elizabeth II, na manhã da última sexta-feira (9), a primeira-ministra britânica disse que vai formar um novo governo, apesar do resultado negativo para o seu partido nas eleições gerais.

Analistas políticos avaliam que o atentado ocorrido na Inglaterra no último sábado influenciou o cenário político às vésperas da eleição .  O grupo terrorista Estado Eslâmico reivindicou a autoria dos ataques.

Em resposta aos atentados, Theresa May revelou que a única coisa que une os três ataques terroristas que ocorreram no Reino Unido desde março é a "ideologia extremista" e que, desde o ataque de Westminster, a polícia já impediu cinco tentativas de atentado no Reino Unido.

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