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Presidente se pronunciou um dia após o depoimento de James Comey, que comandava as investigações sobre a interferência russa nas eleições de 2016

Ex-diretor do FBI James Comey acusou Donald Trump e sua equipe de mentir ao divulgar as causas da demissão
Reprodução/ Facebook/ Donald Trump
Ex-diretor do FBI James Comey acusou Donald Trump e sua equipe de mentir ao divulgar as causas da demissão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou as redes sociais para atacar novamente, nesta sexta-feira (9), o ex-diretor do FBI James Comey, ao qual acusou de dizer "mentiras", qualificando-o como "vazador" de informação. "Apesar de tantos falsos testemunhos e mentiras, total e completa justificação, Comey é um vazador", escreveu Trump em sua conta no Twitter.

Esta é a primeira reação de Donald Trump à audiência do ex-diretor do FBI, que acusou o presidente norte-americano de dizer "simples e ingenuamente mentiras" sobre as razões de sua demissão no dia 9 de maio .

No depoimento ao Comitê de Inteligência do Senado, na quinta-feira (8), Comey disse acreditar que foi demitido pelo presidente dos Estados Unidos pela forma como estava comandando a investigação sobre a interferência da Rússia nas eleições de 2016 e pela pressão do caso sobre o republicano.

O ex-diretor do FBI acusou Trump e sua equipe de mentir ao divulgar as causas da demissão, inicialmente motivadas pela suposta perda de confiança dos agentes do órgão em Comey.

Depoimento

O ex-diretor do FBI afirmou, durante o seu depoimento no Senado, que as conversas com o presidente foram "perturbadoras" e as diferentes explicações que Trump deu para tê-lo demitido são confusas e o preocupam.

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James Comey disse que não tem dúvidas de que a Rússia tentou interferir nas eleições norte-americanas, mas que tem confiança de que nenhum voto foi alterado. Ele também disse que o FBI já sabia de ataques cibernéticos da Rússia desde 2015 e afirmou que, enquanto ele foi diretor, Trump não esteve na mira das investigações. O ex-diretor do FBI disse ainda que não cabe a ele dizer se o presidente tentou “obstruir a Justiça” durante suas conversas particulares.

Comey havia afirmado, em seu testemunho apresentado ao Senado na quarta-feira (7), que, em um encontro com o presidente, Trump teria dito que seu então assessor de Segurança Nacional, Michael Flynn – acusado de ter mantido contato recorrente com oficiais russos – era um “cara bom”, e teria pedido para que Comey deixasse de lado a investigação sobre ele.

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Ainda assim, Comey afirmou que Donald Trump não pediu para que ele abandonasse as apurações sobre a Rússia como um todo. Segundo ele, mesmo que terminasse a investigação sobre Flynn, o trabalho relacionado à Rússia não teria acabado, pois eram apurações separadas.

* Com informações da Agência Brasil

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