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Presidente russo fez afirmação machista em documentário e tentou escapar de polêmica: "Não quero insultar ninguém. Essa só é a natureza das coisas"

Presidente russo, Vladimir Putin causou polêmica com declarações machistas e homofóbicas
Presidência da Russia - 26.5.17
Presidente russo, Vladimir Putin causou polêmica com declarações machistas e homofóbicas

O presidente da Rússia, Vladimir Putin , provocou polêmica ao fazer declarações machistas e homofóbicas durante a gravação de um documentário produzido pelo cineasta americano Oliver Stone.

Nos primeiros trechos divulgados da produção, que será lançada em quatro episódios entre os dias 12 e 15 de julho, Vladimir Putin  fala sobre gays, mulheres e até de Edward Snowden, ex-agente da Agência Nacional de Segurança dos EUA.

De acordo com a rede Bloomberg , o líder russo que está há 17 anos no poder afirma em um dos trechos do documentário que nunca teve um dia de férias apenas pelo fato de ser homem. "Eu não sou uma mulher, então eu não tenho dias ruins. Eu não estou tentado insultar ninguém. Essa só é a natureza das coisas. Existem certos ciclos naturais", disse Putin.

Ele também afirma que a Rússia não promove "restrições" à comunidade LGBT, a despeito de lei que proíbe a "propaganda homossexual" no país desde 2013. Perguntado se ele se importaria em tomar banho ao lado de um homossexual em um submarino, o presidente russo respondeu em tom de brincadeira: "Bem, eu prefiro não tomar banho com ele. Por que provocá-lo? Mas, você sabe, eu sou um mestre do judô", respondeu o líder russo aos risos.

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Hobbies e Snowden

O documentário foi gravado entre julho de 2015 e fevereiro deste ano na Rússia, em boa parte no Kremlin . A produção mostra hobbies do líder russo, como seu amor pela natação e pela prática de hockey, além de atividades como o levantamento de pesos e exercícios de musculação. Putin também demonstra amor pelo seu cavalo, cujo nome é inspirado no físico teórico holandês Johannes Diderik van der Waals.

O mandatário russo também dá pistas sobre as razões que o levaram a concecer asilo a Edward Snowden , ex-analista de sistema da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) que foi responsável por vazar milhões de documentos sigilosos de espionagem do governo norte-americano à imprensa.

Nos trechos divulgados, Vladimir Putin afirma que o primeiro contato que teve com Snowden ocorreu ainda na China e que seu país deu o asilo porque o governo foi informado que "essa era uma pessoa que queria lutar contra as violações dos direitos humanos".

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*Com informações e reportagem da Ansa

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