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Na segunda-feira (5), Arábia Saudita, Egito, Bahrein e Emirados Árabes decidiram cortar as relações com o governo catariano, que é acusado de financiar organizações terroristas como o Estado Islâmico e a Al-Qaeda

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em visita a Arábia Saudita, no mês passado
Reprodução/ Twitter/ Donald Trump
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em visita a Arábia Saudita, no mês passado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insinuou nesta terça-feira (6) que a mudança de postura de países árabes em relação ao Catar  ocorreu graças ao seu diálogo recente com os líderes árabes durante sua estadia em Riad, capital da Arábia Saudita.

O magnata afirmou que, durante a sua viagem recente ao Oriente Médio, líderes de países árabes acusaram o Catar de financiar grupos terroristas quando ele pediu o fim desse tipo de ação. “Na minha última viagem à região, quando declarei que já não pode haver qualquer tipo de financiamento à ideologia radical, os líderes apontaram para o Catar", comentou Donald Trump no Twitter.

O presidente norte-americano afirmou pela rede social que "é bom ver" que a viagem "já está dando frutos. Talvez isso seja o começo do fim do horror do terrorismo!", enfatizou.

Cortando relações

Na segunda-feira (5), Arábia Saudita, Bahrein, Egito e Emirados Árabes Unidos romperam relações com o Catar e ordenaram o fechamento das fronteiras terrestres e do espaço aéreo e marítimo aos meios de transporte vindos desse país, que é acusado de apoiar o terrorismo. Além desses quatro países, também romperam relações com o Catar, as Ilhas Maldivas e os governos apoiados pela Arábia Saudita nos conflitos no Iêmen e na Líbia.

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A ruptura de relações se baseia na acusação contra o governo catariano, dirigido pelo emir Tamim bin Hamad al Thani, de financiar organizações consideradas terroristas, como o Estado Islâmico, a Al-Qaeda e a Irmandade Muçulmana.

Reações

Em resposta à decisão dos países árabes, o ministro do exterior catariano afirmou que o rompimento das relações é 'injustificado'. "São baseadas em reivindicações alegações que não têm base de fato", disse o ministro à Reuters.

Fora do país, as reações também não foram das melhores. Um alto funcionário iraniano, ainda segundo a Reuters, disse que a decisão dos países árabes em cortar relações com a nação não ajudaria a acabar com a crise no Oriente Médio.

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Já o secretário de Estado do governo Donald Trump, Rex Tillerson, disse em Sidney, na Austrália, onde estava em visita oficial, que a decisão dos países árabes sobre o Catar pode ter um efeito significativo para a luta contra o terrorismo.

* Com informações da Agência Brasil

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