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Homem confessou ter dado maconha à irmã e teria se aproveitado quando ela ficou inconsciente; sentença foi alvo de críticas dos promotores do caso

Jovem de 21 anos se aproveitou do fato da irmã ter ficado drogada para cometer o estupro
Reprodução/ DailyMail
Jovem de 21 anos se aproveitou do fato da irmã ter ficado drogada para cometer o estupro

Um homem de 20 anos de idade, que se declarou culpado por estuprar e drogar sua irmã mais nova, de 16 anos, recebeu liberdade condicional e deverá cumprir apenas quatro meses de prisão. O caso de estupro ocorreu nos Estados Unidos, no estado da Califórnia. As informações são do jornal “Daily Mail”.

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Nolan Bruder teria dado maconha de alta potência à sua irmã repetidas vezes e pediu para ter relações sexuais, de acordo com a queixa criminal. Ela disse “não” várias vezes até que o efeito da droga a deixou tão "fora de si" que não o reconheceu mais como seu irmão. O jovem se aproveitou da situação para cometer o estupro.

Os promotores que cuidavam do caso haviam pedido que o réu fosse condenado a seis anos de prisão. No entanto, em 17 de maio, o juiz William H. Follet condenou o acusado a apenas três anos de prisão. A sentença, considerada pequena, gerou revolta dos promotores.

"Eu não poderia discordar mais", disse o promotor Dale P. Trigg ao tribunal. "A mensagem que isso envia à nossa comunidade é que os ‘predadores sexuais’ podem fazer sexo com suas irmãs sem qualquer consequência significativa. Esta não é a mensagem que eu gostaria de passar para a comunidade”, lamentou Trigg.

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Caso Turner

O promotor comparou a sentença dada a Bruder com o caso de Brock Turner – um estudante de 21 anos que cumpriu apenas metade de sua sentença de seis meses por abusar sexualmente de uma mulher inconsciente na Universidade de Stanford. "De muitas maneiras, este caso é mais flagrante do que o de Brock Turner", disse Trigg.

Após o caso Turner, os legisladores da Califórnia aprovaram um projeto de lei para aumentar as sentenças de prisão para aqueles que abusam sexualmente de vítimas drogadas ou inconscientes. No entanto, a nova lei não foi considerada no presente caso, porque o crime ocorreu antes da alteração na legislação.

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O juiz justificou a decisão afirmando que o réu enfrentaria um “estigma” sobre a condenação e que a vítima teria tirado as próprias roupas enquanto ainda estava consciente. Trigg, por sua vez, criticou o juiz por efetivamente "culpar a vítima" pelo estupro.

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