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De acordo com as investigações, dois jihadistas do grupo terrorista entraram em um ônibus que levava cristãos e dispararam dentro do veículo, em Minia

Após o tiroteio dentro do ônibus, o veículo foi incendiado pelos membros do grupo jihadista Estado Islâmico
Reprodução/Twitter
Após o tiroteio dentro do ônibus, o veículo foi incendiado pelos membros do grupo jihadista Estado Islâmico

O grupo jihadista Estado Islâmico assumiu, neste sábado (27), a autoria do ataque contra um ônibus que deixou 29 cristãos mortos e outros 13 feridos, na província de Minia, no sul do Egito, nesta sexta-feira (26). 

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Em comunicado, cuja autoria não pode ser comprovada, e divulgado através do Telegram, o Estado Islâmico  informou que "soldados do Califado" cometeram o atentado em que mais de 31 "cruzados" – em referência aos cristãos – perderam a vida.

A organização jihadista explicou na nota que um grupo de homens realizaram uma "emboscada" quando os cristãos seguiam em direção ao mosteiro de São Samuel, ao oeste de Minia. Além disso, disse que pelo menos 24 dos cristãos ficaram feridos e que um dos veículos foi incendiado. 

De acordo com os últimos dados da procuradoria egípcia, que entrevista testemunhas e feridos do ataque, dois carros, nos quais havia seis homens mascarados, pararam em frente ao ônibus para bloquear o caminho.

Dois jihadistas do grupo entraram no ônibus, que transportava os cristãos coptas, e roubaram todos os bens enquanto ameaçavam os passageiros com armas de fogo.

Após isto, segundo a procuradoria, os jihadistas começaram a disparar dentro do veículo, uma versão que difere da que foi divulgada  pelo Ministério do Interior, na qual os terroristas teriam atirado aleatoriamente de seus carros, e não de dentro do ônibus.

Os investigadores informaram também que encontraram outro carro queimado a 200 metros de distância do local onde ocorreu o ataque e que várias armas foram encontradas no interior do veículo durante uma inspeção.

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O grupo terrorista assume desta maneira a autoria do terceiro massacre contra os cristãos coptas nos últimos seis meses, que deixaram quase 80 mortos no total.

Governo egípcio

O presidente egípcio Abdel Fatah al-Sisi ordenou ontem que as forças aéreas realizassem bombardeios contra pontos jihadistas perto de Derna, um dos redutos extremistas situado no leste da Líbia.

O governante afirmou ainda que o Egito "não hesitará em atingir centros de treinamento" dos terroristas do Estado Islâmico, tanto em "solo egípcio como estrangeiro".

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* Com informações da Agência Brasil.

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