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Das 35 pessoas que morreram nos ataques, 26 eram parentes de terroristas; dezenas de pessoas ficaram feridas, inclusive crianças e mulheres inocentes

Bombardeios em cidade síria controlada pelo Estado Islâmico matam pelo menos 35 pessoas
Reprodução/Twitter
Bombardeios em cidade síria controlada pelo Estado Islâmico matam pelo menos 35 pessoas

Pelo menos 35 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, na noite desta quinta-feira (25), durante bombardeios de aviões militares, que não foram identificados, no leste da província de Deir al Zur, considerada um dos principais redutos do grupo jihadista Estado Islâmico, na Síria. 

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A organização não governamental (ONG) Observatório Sírio de Direitos Humanos informou que aviões militares fizeram ataques consecutivos em dois pontos da cidade de Al Majadin, no leste da província de Deir al Zur, na fronteira com o Iraque, onde membros do grupo Estado Islâmico estariam alojados. 

O primeiro ataque teve como alvo um prédio de quatro andares onde, segundo a ONG, viviam famílias de integrantes do grupo terrorista. Ainda de acordo com a ONG, pelo menos 26 parentes dos radicais, de nacionalidade síria e marroquina, morreram nesse ataque.

Além disso, o bombardeio causou ainda a morte de quatro civis, entre eles, duas mulheres, um bebê e um homem, além de uma série de mortos e desaparecidos que não tiveram a identidade revelada pela ONG.

O segundo ataque ocorreu no mercado da cidade e provocou a morte de quatro crianças e uma mulher.

Acusação norte-americana contra Assad

Os ataques do governo sírio aos redutos do grupo terrorista acontecem paralelos a uma guerra civil no país, que não tem data para terminar.

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No começo do mês, a administração do presidente dos Estados Unidos , Donald Trump, acusou o governo da Síria de executar em massa prisioneiros de uma penitenciária militar em Saydnaya, ao norte da capital de Damasco.

De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, as autoridades do governo da Síria , comandadas por Bashar al-Assad, enforcam cerca de 50 prisioneiros por dia e depois queimam os corpos para esconder as evidências. 

O governo de Assad "caiu em um novo nível de desaprovação com o apoio da Rússia e do Irã", disse o enviado norte-americano para o Oriente Médio, Stu Jones.

Nesse contexto, Assad afirma que realiza ataques apenas contra o grupo terrorista e nega abuso contra os civis que não concordam com seu governo na Síria. O Estado Islâmico é um alvo em comum entre os sírios e os americanos.

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* Com informações da Agência Brasil.

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