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Objetivo de Donald Trump é que as Forças Democráticas Sírias possam retomar a cidade de Raqqa, atualmente dominada pelo grupo terrorista

Donald Trump descreveu as Forças Democráticas da Síria  como
Reprodução/Instagram
Donald Trump descreveu as Forças Democráticas da Síria como "a única no terreno capaz de apropriar-se de Raqqa"

O presidente dos EUA, Donald Trump, aprovou o fornecimento de armas para as forças curdas combaterem o grupo terrorista Estado Islâmico em Raqqa, na Síria, segundo o Pentágono. As informações são do jornal americano NBCNews.

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A porta-voz do Pentágono, Dana W. White, disse que Donald Trump tomou a decisão na segunda-feira (8) e que o presidente descreveu as Forças Democráticas da Síria  como "a única capaz de apropriar-se de Raqqa no futuro próximo".

"Estamos conscientes das preocupações de segurança de nossa parceira de coalizão com a Turquia", disse White em um comunicado. "Queremos tranquilizar o povo e o governo da Turquia de que os EUA estão comprometidos em prevenir riscos adicionais de segurança e proteger o aliado da Otan".

Segundo as informações da NBC, uma vez que a ordem assinada chegar ao Pentágono, os EUA podem começar a fornecer aos curdos da Síria armas e equipamento com bastante rapidez, já que alguns equipamentos já estão pré-posicionados.

Os turcos serão notificados sobre a decisão de armar as forças sírias curdas em breve e o Pentágono espera uma forte reação. Em março, o secretário de Estado, Rex Tillerson, viajou à Turquia para se encontrar com o presidente Recep Tayyip Erdogan, que vê as Unidades Populares de Proteção do Curdistão como terroristas.

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Ações no Afeganistão

O presidente dos Estados Unidos está estudando também uma nova estratégia elaborada por assessores da defesa e política externa para enviar mais 3 mil militares para o Afeganistão, além de ceder o poder ao Pentágono, informou nesta terça-feira (9) o jornal "The Washington Post".

Segundo os funcionários norte-americanos, ouvidos pela publicação, o envio "prevê um alargamento do papel militar dos Estados Unidos para obrigar o Talibã a voltar à mesa das negociações". O jornal afirma que a nova estratégia foi idealizada pelo tenente-general H.R. McMaster, assessor de Segurança Nacional de Trump.

Caso o novo plano seja confirmado, o número de soldados norte-americanos no Afeganistão passará de 8,4 mil para mais de 11 mil militares. Além disso, a partir da aprovação, a responsabilidade por retirar ou implantar novos homens será do Pentágono e não mais da Casa Branca.

De acordo com o "The Washington Post", o papel militar do governo Trump no Afeganistão, que foi reduzido durante a gestão de seu antecessor Barack Obama, será completamente revisto. Em 2011, quando matou o líder da Al-Qaeda Osama Bin Laden, os Estados Unidos tinham 100 mil soldados no Afeganistão. Uma das promessas de governo do ex-mandatário era reduzir o números de militares no país.

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No entanto, a ofensiva talibã mudou os planos da Casa Branca, que manteve os 8,4 mil militares. Por sua vez, Donald Trump venceu as eleições norte-americanas com a promessa de reduzir o intervencionismo militar dos Estados Unidos no exterior, mas também de combater o terrorismo. Recentemente, como prova disso, utilizou pela primeira vez sua maior bomba não-nuclear, "a mãe de todas as bombas", para destruir uma base do Estado Islâmico. 

* Com informações da Ansa

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