O papa Francisco criticou neste sábado (6) a chamada "mãe de todas as bombas", explosivo mais potente do arsenal não-nuclear dos Estados Unidos, lançado no Afeganistão no último mês de abril. A declaração foi feita durante um encontro com jovens no Vaticano, em que o líder da Igreja Católica respondeu a perguntas sobre diversos assuntos, inclusive a guerra contra o grupo terrorista Estado Islâmico.

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"Fiquei envergonhado pelo nome de uma bomba, a chamaram de 'mãe de todas as bombas'. Mas a mãe dá a vida, e essa dá a morte, e chamamos de mãe esse artefato, o que está acontecendo?", questionou Papa Francisco . Durante sua fala, não houve menção aos Estados Unidos, mas o Pontífice se referiu ao armamento utilizado pelo governo norte-americano MOAB GBU-43 ("Massive Ordnance Air Blast" ou "Munição Maciça de Destruição Aérea"), também conhecido como "mãe de todas as bombas" ("Mother Of All Bombs", em inglês).

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Instagram/Papa Francisco
Em encontro no Vaticano, Papa Francisco se disse envergonhado pelo nome da bomba usada pelo governo norte-americano

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O explosivo foi utilizado pela primeira vez em abril deste ano, na província de Nangarhar, no leste do Afeganistão para atingir cavernas dominadas pelo Estado Islâmico. De acordo com o governo afegão, o ataque deixou cerca de 80 jihadistas mortos. O raio da cratera aberta pelo artefado, segundo informações iniciais, ultrapassa 300 metros. Os danos à área, no entanto, chegam a quilômetros.

Na ocasião, o secretário de imprensa norte-americano, Sean Spicer, afirmou que "os EUA levam a sério a luta contra o Estado Islâmico e, para derrotar o grupo, devemos negar-lhes o espaço operacional. É isso que fizemos". O porta-voz do governo afirmou ainda que "foram tomadas todas as precauções para evitar vítimas civis e danos colaterais".

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A bomba foi desenvolvida durante a Guerra no Iraque, em 2003. À época, porém, o Departamento de Defesa dos EUA concluiu que o Iraque fornecia pouca resistência para justificar o uso do armamento. No próximo dia 24 de maio, o Papa Francisco recebe o presidente Donald Trumpo no Vaticano. Este será o primeiro encontro dos líderes. De acordo com a agência de notícias "Reuters", a reunião é "potencialmente embaraçosa", por conta de opiniões bem distintas em questões como imigração, refugiados e aquecimento global.

* Com informações da Ansa.

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