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Reprodução/CNN - 15.04.2017
Coreia do Norte: na parada militar do último dia 15 foram apresentados dois novos mísseis balísticos intercontinentais

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou nesta quarta-feira (26), durante um encontro com seu homólogo alemão, Sigmar Gabriel, em Berlim, que é "grande" o perigo de uma guerra na Península da Coreia, motivado pelas tensões entre Coreia do Norte e EUA .

Em coletiva de imprensa, o chanceler chinês criticou tanto os Estados Unidos quanto a Coreia do Norte e pediu para os dois países "esfriarem" as tensões. "A segurança e a estabilidade estão muito frágeis agora, e o perigo de um novo conflito a qualquer momento é grande", disse.

Na madrugada desta quarta, militares norte-americanos iniciaram a instalação de sistemas antimísseis em Seongju-gun, no centro da Coreia do Sul, provocando os protestos de Pequim. "A China pede com força a EUA e Coreia do Sul que parem as ações que piorem as tensões regionais e danifiquem os interesses de sua segurança estratégica", afirmou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

Por outro lado, Wang Yi declarou que os recorrentes testes nucleares e balísticos de Pyongyang são uma "clara violação das resoluções das Nações Unidas". "Por isso, convidamos todas as partes a serem prudentes", acrescentou.

No último dia 14 de abril, o mesmo ministro havia dito que uma guerra na Península da Coreia podia "começar a qualquer momento" , após a escalada na tensão entre Washington e Pyongyang, com trocas de ameaças e exercícios militares em tom de intimidação.

“Solução Pacífica”

Donald Trump deu entrevista à rede de televisão “CNN”, no último dia 12, e suavizou a retórica dos últimos dias e afirmou esperar que seja possível uma "solução pacífica" para as tensões na península coreana. Já a China, que já havia alertado que Washington e Pyongyang estavam "a um passo da guerra", cobrou o fim das provocações.

O objetivo de Pequim é retomar o diálogo multilateral, que envolve também os vizinhos Rússia e Japão e está congelado desde dezembro de 2008. Tanto Moscou quanto Tóquio também pediram diálogo para reduzir as tensões.

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Os recentes bombardeios norte-americanos na Síria e no Afeganistão aumentaram os temores na Ásia de que o país possa também golpear o regime de Kim Jong-un na Coreia do Norte, que já prometeu "reagir" a eventuais "agressões" de Washington.

* Com informações da Ansa

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