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Divulgação/Facebook/Lenín Moreno
Segundo o Conselho Nacional Eleitoral do Equador, Moreno recebeu pouco mais de 5 milhões de votos

O candidato governista à Presidência do Equador, Lenín Moreno, teve a vitória confirmada nesta terça-feira (4) pelo presidente do Conselho Nacional Eleitoral do país, Juan Pablo Pozo. As eleições foram realizadas no último domingo (2).

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Por meio de pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão, Pozo afirmou que, com 99,65% da apuração concluída, Moreno, do movimento de esquerda Alianza Pais tinha garantido 51,16% dos votos na disputa pela sucessão do atual presidente do Equador , Rafael Correa, que está no poder desde 2007.

O presidente do Conselho Nacional Eleitoral ressaltou ainda que os resultados da apuração são “irreversíveis”. Ele informou que Moreno recebeu 5.057.149 votos, enquanto o candidato da oposição , Guillermo Lasso, do movimento de centro-direita CREO (Creando Oportunidades), obteve 4.827.753 (48,84%).

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Segundo Pozo, o país “se pronunciou livremente nas urnas, e é nosso dever, cívico e ético, respeitar sua voz e seu voto. Parabenizamos o povo equatoriano que elegeu legalmente e legitimamente seu presidente e seu vice-presidente”.

Questionamentos

Após o término da eleição, Lasso anunciou que nesta segunda-feira (3) iria pedir uma segunda contagem dos votos . Ele disse ter provas de que houve fraude e pediu aos seus simpatizantes que façam uma vigília, para “evitar que se instale um governo ilegítimo” no país. O oposicionista, que chegou a comemorar a vitória no domingo, citou pesquisas de boca de urna que indicavam sua vitória para argumentar as supostas irregularidades no sistema eleitoral e na contagem dos votos.

Partidários do candidato derrotado convocaram uma “paralisação geral cívica”, enquanto os correligionários do atual presidente comemoraram a vitória de Moreno. “A revolução voltou a triunfar. A direita derrotada, apesar de seus milhões e sua imprensa”, escreveu Rafael Correa no seu perfil no Twitter.

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A eleição de 2017 no Equador foi uma das mais disputadas dos últimos anos. Pela primeira vez, em uma década, foi necessário o segundo turno para definir quem presidirá o país. A reta final da campanha foi marcada por acusações intensas partindo de ambos os lados. Moreno, que foi vice de Correa, prometeu continuar a “Revolução Cidadã” e ampliar os planos sociais, enquanto Lasso, ex-banqueiro de posicionamento conservador, propunha redução na carga tributária.


* Com informações da Agência Brasil

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