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Anadolu Agency
Ao todo, 13,5 milhões de pessoas na Síria precisam receber ajuda humanitária, sendo que 6,3 milhões são deslocados internos

As forças governamentais da Síria lançaram, nesta segunda-feira (3), mais de 200 projéteis contra povoados sob o controle de facções islâmicas e rebeldes no norte da província central de Hama, disse o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

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Os disparos dos soldados leais ao presidente da Síria , Bashar al Assad, tiveram como alvo as localidades de Tayeba al Imame, Halfay, Maardes, Al Iskandariya e Tel Abadi, e foram acompanhados pelo sobrevoo de aviões.

Enquanto isso, helicópteros militares lançaram barris de explosivos contra os povoados de Suran e Tayeba al Imame, e aviões de guerra não identificados atacaram os povoados de Kafr Zita e Al Latmane.

As tropas governamentais sírias tentam ganhar o terreno perdido nos últimos dias para os grupos insurgentes e islâmicos.

Sete anos de guerra

Em março, a guerra na Síria entrou em seu sétimo ano e a Agência da ONU para Refugiados, pediu "medidas drásticas para fortalecer a paz e a segurança no país", antes que a situação piore. A agência está encorajando a comunidade internacional a redobrar o seu apoio aos deslocados pelo conflito para amenizar o intenso sofrimento de "milhões de civis inocentes".

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O atual dirigente do Alto Comissariado da ONU para Refugiados  (Acnur), Filippo Grandi, declarou que o país "está numa encruzilhada". Ao todo, 13,5 milhões de pessoas no país precisam receber ajuda humanitária, sendo que 6,3 milhões são deslocados internos. O Acnur lembra que milhares de sírios fizeram viagens arriscadas por terra e mar em busca de segurança.

Segundo a agência, quase três milhões de crianças sírias cresceram sem saber como é viver num local sem conflito, já que, quando nasceram, o país já estava em guerra.

A ONU precisa de US$ 8 bilhões neste ano para atender as necessidades dos civis que estão no país e das famílias que estão refugiadas em nações vizinhas. O Acnur confirma que vai continuar prestando assistência e proteção às vítimas do conflito. No ano passado, um milhão de sírios receberam ajuda durante o inverno e ao longo do ano, mais de quatro milhões foram beneficiados com comida, remédios, roupas e utensílios.

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A agência iniciou seus trabalhos em 1950 e já ajudou dezenas de milhões de pessoas ao redor do mundo, em situações como a da Síria. Por conta disto, recebeu dois Prêmios Nobel da Paz por seu trabalho humanitário.

* Com informações da Agência Brasil.

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