Motorista preso na Bélgica tem descendência norte-africana e a mídia o identifica como um muçulmano radicalizado
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Motorista preso na Bélgica tem descendência norte-africana e a mídia o identifica como um muçulmano radicalizado

Um homem foi preso após tentar invadir um mercado de rua com um carro em alta velocidade em Antuérpia, na Bélgica, na manhã desta quinta-feira (23). O episódio acontece um ano após o pior atentado já sofrido pelo país e um dia depois do atentado que deixou ao menos cinco mortos e 40 feridos em Londres.

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O motorista que foi detido na Bélgica tem descendência norte-africana e a mídia local o identifica como um muçulmano radicalizado. O incidente fez com que diversos pedestres saltassem para fugir do carro, mas não há informações sobre feridos.

A polícia belga isolou todo o perímetro do mercado e um esquadrão anti-bomba foi chamado para averiguar se o carro apresentava mais algum perigo. Porém, nada foi encontrado no veículo – que tem placa francesa.

Europa em alerta

O susto na Bélgica acontece em um momento delicado na Europa. Nesta quarta-feira (22), Londres foi vítima de um atentado terrorista na ponte Westminster, do lado de fora do Parlamento britânico, sede do governo do país. O ataque foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico, nesta quinta .

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O ataque desta quarta marcou a memória de um ano do atentado terrorista que aconteceu em Bruxelas, na Bélgica, no dia 22 de março de 2016. O ataque, que deixou 32 mortos em duas ações separadas, foi o pior já sofrido pelo país.

No episódio, o atentado começou às 7h58 da manhã, quando dois terroristas – Ibrahim el Bakraoui e Najim Laachraoui – se explodiram no saguão de embarque do aeroporto de Zaventem, perto do check-in da companhia aérea norte-americana American Airlines.

Às 9h11, outro kamikaze, Khalid el Bakraoui, detonou o próprio corpo na estação de metrô de Maelbeek, bairro de Bruxelas que abriga as instituições da UE - os três terroristas eram belgas e viviam no bairro de Molenbeek, um celeiro de grupos radicais islâmicos na capital.

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Cada uma das ações resultaram em 16 mortos. O atentado de 2016 na Bélgica também foi reivindicado pelo Estado Islâmico. 

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