Os bunkers vendidos a preços exorbitantes  nos Estados Unidos têm facilidades de luxo como cinema e campo de golfe
Divulgação/Survival Condo Project
Os bunkers vendidos a preços exorbitantes nos Estados Unidos têm facilidades de luxo como cinema e campo de golfe

Aparentemente, os norte-americanos estão enfrentando momentos difíceis. Os Estados Unidos registraram aumento na compra de bunkers, residências emergenciais subterrâneas projetadas para a sobrevivência em caso de guerra ou epidemia, por exemplo.

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Desde novembro de 2016, quando Donald Trump foi eleito presidente, as vendas de uma empresa de bunkers com sede no Texas aumentaram em 300%. Em comparação com o ano de 2015, 2016 registrou 700% mais vendas de residências emergenciais.

Mas a técnica de sobrevivência não é para qualquer um. Na Dakota do Sul, os ambientes de sete por 25 metros custam aluguel de US$ 25 mil (aproximadamente R$ 7 mil) mais uma taxa anual de manutenção de US$ 1 mil (pouco mais de R$ 3 mil). Além disso, proprietários devem providenciar instalação de encanamento, energia e filtragem de ar.

Um complexo de luxo no Kansas, a 15 andares abaixo do solo, tem apartamentos de 167 metros quadrados ou quase 87 metros quadrados. Enquanto os maiores são vendidos a US$ 3 milhões (R$ 9,3 milhões), os menores são mais modestos e custam metade do preço, US$ 1,5 milhão (R$ 4,6 milhões). As unidades podem abrigar até 70 pessoas e tem suprimentos necessários para manter todos durante anos.

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Neste último, já está incluso o sistema de ar além de uma série de fontes de energia, guardas armados na porta e a capacidade de plantar frutas e vegetais e procriar peixes para a alimentação. Entre outras facilidades estão piscina, cinema, campo de golfe, parede de escalada e até uma sala de cirurgia.

Por mais que o aumento repentino nas compras sugira que liberais abonados estão tentando escapar da “Trumpocalipse”, as empresas garantem que os proprietários estão bem distribuídos pelo espectro político.

Guerra Fria

Com medo de uma nova Guerra Fria entre a Rússia e o resto dos países do Mar Báltico, a Suécia começou a renovar residências emergenciais construídas logo depois do fim da Segunda Guerra mundial, em 1945.

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A Suécia tem mais de 60 mil bunkers nucleares que foram feitos caso fosse necessário se defender de um ataque nuclear da União Soviética. A notícia de revitalização veio logo depois de o país realizar seu primeiro jogo de guerra em 20 anos, na última segunda-feira (20).

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