Vídeo mostra a morte de três homens vestidos com macacões laranja, característicos das propagandas do Estado Islâmico
Reprodução/Youtube
Vídeo mostra a morte de três homens vestidos com macacões laranja, característicos das propagandas do Estado Islâmico

O grupo extremista Boko Haram publicou na internet, na noite desta segunda-feira (13), um vídeo que mostra a execução de três homens no nordeste da Nigéria. As imagens lembram os vídeos de propaganda do grupo terrorista Estado Islâmico.

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Esse é o primeiro vídeo que retrata a violência do Boko Haram. Diferente do Estado Islâmico , o grupo nigeriano não tem o costume de publicar imagens de violência explícita, apenas de discursos que representem tal violência. O último vídeo divulgado pelo Boko Haram foi publicado há mais de um ano.

O grupo extremista nigeriano, cuja insurgência e repressão armada fizeram cerca de 20 mil mortos, causou o deslocamento de 2,6 milhões de pessoas na Nigéria e nas proximidades do país desde o início do ano de 2009.

O vídeo publicado na internet nesta segunda mostra, no canto, o logotipo da facção do líder do Boko Haram, Abubakar Shekau. Nas imagens, três homens vestidos com macacões laranja – característicos dos vídeos de execuções do EI – são acusados de espionagem a favor de Nigéria.

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Com as mãos amarradas atrás das costas, os homens são levados em fila por uma estrada, conduzidos por extremistas mascarados e vestidos de preto, até um campo aberto onde um deles é decapitado com uma espada. Os outros dois levaram tiros na cabeça.

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“São espiões que Allah revelou”, afirma um homem antes do assassinato, de acordo com agências internacionais. O vídeo foi postado em um canal no Youtube utilizado pela facção de Abubakar Shekau.

Boko Haram sofre influência do EI

A influência que o grupo Estado Islâmico exerce sobre o Boko Haram é alvo de debates desde que Abubakar Shekau jurou lealdade a esta organização, em março de 2015.

No entanto, em outubro do ano passado, o EI designou Abu Mosab Al-Barnaui, filho do fundador do Boko Haram, para substituir Shekau e dirigir “o Estado Islâmico no oeste africano”. Abubakar Shekau rejeitou esta mudança, afirmando que permaneceria à frente do grupo extremista.

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