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Edição desta semana da publicação vai as bancas com a pergunta "quanto de Putin está em Trump?", ironizando a relação entre os dois líderes mundiais

Em revista alemã, Putin aparece com a cabeleira loira de Trump, sob a legenda
Reprodução/ Der Spiegel
Em revista alemã, Putin aparece com a cabeleira loira de Trump, sob a legenda "Quanto de Putin está em Trump?"

O presidente norte-americano, Donald Trump, recebeu mais uma curiosa crítica da imprensa internacional devido à sua postura em relação à política externa. Dessa vez, foi a revista alemã Der Spiegel quem ironizou a relação entre o magnata republicano e o presidente russo, Vladimir Putin.

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Na capa da revista alemã desta semana, Putin aparece retratado com a característica cabeleira loira de Trump, sob a legenda "Quanto de Putin está em Trump?".

A crítica acontece em meio a escândalos que relacionam pessoas que fazem parte do governo republicano à Rússia.

Na última quarta-feira (1º), os meios de comunicação norte-americanos revelaram que o procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, teria conversado com o embaixador russo, Sergey Kislyak, duas vezes, antes da eleição de Trump.

A conversa foi omitida por Sessions em sua sabatina no Senado, quando ele foi aprovado para o cargo.

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No mesmo dia, mais cedo, Trump disse a repórteres que tem "total confiança" em Sessions, embora ele "não soubesse" que o então senador republicano teve contato com Kislyak.

Michael Flynn

Antes disso, no mês de fevereiro, Trump teve que lidar com a demissão de Michel Flynn, na época, principal autoridade na área de segurança norte-americana.

Flynn renunciou ao cargo depois de notícias de que ele teria enganado o vice-presidente norte-americano, Mike Pence, e outros funcionários do governo e mentido sobre o teor de suas conversas com o embaixador da Rússia antes mesmo de Trump tomar posse.

Em sua carta de demissão, cujo texto foi enviado pela Casa Branca, por e-mail, aos repórteres, Flynn disse que fez vários telefonemas para o embaixador russo durante o período de transição do ex-presidente Barack Obama para Donald Trump. Na carta, ele admitiu que deu "informações incompletas" a Pence sobre essas conversas.

Flynn disse a Pence que não discutiu com autoridades russas as sanções dos Estados Unidos contra a Rússia, aprovadas pelo então presidente Obama nos dias que antecederam a posse de Trump. Essa garantia dada pelo ex-conselheiro de Segurança Nacional levou Pence a defender Flynn em várias entrevistas à televisão.

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No entanto, nessa segunda, a imprensa norte-americana noticiou que o Departamento de Justiça advertiu a Casa Branca que Flynn não tinha sido totalmente franco sobre suas conversas com o embaixador russo. Para o Departamento de Justiça, Flynn ficou vulnerável a possíveis chantagens de autoridades russas por não ter contato toda a verdade para Pence.

A revista alemã Der Spiegel já criticou Trump em outra capa, ainda neste ano, em que o magnata republicano aparece decapitando a estátua da liberdade.

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