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Documentos que deixaram de ser confidenciais recentemente relatam uma explosão com nuvem em forma de cogumelo em ogiva na Alemanha em 1944

Apesar de relatórios afirmarem que Hitler foi incapaz de fazer bomba nuclear, ninguém pode explicar a explosão em 1944
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Apesar de relatórios afirmarem que Hitler foi incapaz de fazer bomba nuclear, ninguém pode explicar a explosão em 1944

Documentos encontrados em arquivos norte-americanos sugerem que a Alemanha nazista de Hitler conduziu testes com uma bomba atômica operacional antes do fim da Segunda Guerra Mundial.

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A pasta APO 696 do Arquivo Nacional de Washington, que deixou de ser confidencial recentemente, contém relato detalhado de quão longe cientistas do Terceiro Reich foram capazes de chegar no desenvolvimento de armas nucleares,  conquista que Hitler esperava atingir.

De acordo com o arquivo, os profissionais que montaram o documento entre 1944 e 1947 tinham como função a “investigação, pesquisa, desenvolvimento e uso prático da bomba atômica alemã”.

O relato foi preparado por agentes das inteligências americana e britânica e também inclui depoimentos de quatro especialistas alemães: dois físico químicos, um químico e um especialista em mísseis.

A conclusão final é que os nazistas falharam em sua busca pela conquista de uma inovação na tecnologia nuclear. Entretanto, um teste documentado pode ter acontecido em uma ogiva rudimentar em 1944.

O depoimento de um piloto de teste chamado Hans Zinsser é considerado evidência de que o teste realmente aconteceu. Ele diz ter observado uma "nuvem em forma de cogumelo em um de seus voos perto de Ludwiglust."

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“No início de outubro de 1944, eu voei a entre 12 e 15 quilômetros de distância de uma estação de teste nuclear em Ludwiglust”, escreveu Zinsser em registro enviado a investigadores Aliados.  

“Uma nuvem em formato de cogumelo com seções turbulentas se erguendo, sem qualquer conexão visível com o ponto onde ocorreu a explosão. Passei a enfrentar problemas elétricos e a impossibilidade de me comunicar através do rádio, como se passasse por um trovão”, completou.

O piloto estimou que a nuvem se estendesse por mais de dez quilômetros e descreveu um “coloração estranha” seguida por uma onda de explosões que resultou na perda parcial do controle da cabine da aeronave.

De acordo com outros documentos, o correspondente italiano Luigi Romersa viu a mesma explosão acontecer em solo. Ele havia sido enviado por Benito Mussolini para observar o teste de uma “nova arma” dos alemães e deveria reportar suas impressões ao ditador.

O depoimento dos quatro especialistas alemães no documento norte-americano menciona uma reunião secreta que aconteceu em 1943 em Berlim. O ministro do Armamento do Terceiro Reich, Albert Speer, estava presente para a discussão, batizada de “encontro nuclear”.

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No final, o arquivo declara que os Aliados acreditam que a Alemanha de Hitler foi incapaz de dar início à reação nuclear necessária para gerar uma explosão atômica, mas ninguém foi capaz de explicar o que foi visto nos céus de Ludwiglust em outubro de 1944.

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