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Agente de polícia que atirou no autor do atentado a um mercado de Natal não está sendo considerado um herói pela imprensa alemã; entenda o caso

Texto é ilustrado por uma fotografia do agente Luca Scatà, 29 anos, fazendo um gesto que se assemelha à saudação nazista
Bild/Reprodução
Texto é ilustrado por uma fotografia do agente Luca Scatà, 29 anos, fazendo um gesto que se assemelha à saudação nazista

O policial italiano que atirou no terrorista tunisiano autor do ataque que matou 12 pessoas em um mercado de Natal em Berlim, em dezembro do ano passado, não está sendo tratado como um herói pelos alemães. Isso porque há suspeitas de que o oficial defenda a corrente nazista.

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Com a manchete "Heróis duvidosos", o jornal alemão Bild publicou, nesta segunda-feira (13) uma matéria que discute tal suspeita. O texto é ilustrado por uma fotografia do agente Luca Scatà, 29 anos, fazendo um gesto que se assemelha à saudação nazista , com o braço direito estendido sobre a altura da sua cabeça.

Para defender a hipótese de que o oficial tenha relação com o nazismo, o Bild cita ainda publicações feitas nas redes sociais pessoais de Scatà e de seu parceiro na polícia italiana, Christian Movio, 36 anos, que defendem pontos de vista extremistas e fascistas.

Até então, Scatà vinha sendo extremamente elogiado pela imprensa da Alemanha e da Itália. Afinal, Anis Amri, que foi alvejado pelo oficial italiano era, na época, o homem mais procurado da Europa. Amri tinha relação com o grupo extremista Estado Islâmico.

Até então, Scatà vinha sendo extremamente elogiado pela imprensa da Alemanha e da Itália
Reprodução/Twitter
Até então, Scatà vinha sendo extremamente elogiado pela imprensa da Alemanha e da Itália

Para aumentar ainda mais o valor da atuação de Scatà, que trombou com o tunisiano durante um plantão de madrugada em Milão, ele ainda estava em período de experiência e tinha apenas nove meses de serviço na polícia italiana.

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"Ele era o homem mais procurado na Europa e foi imediatamente identificado e neutralizado. Isso significa que a nossa segurança está funcionando muito bem", afirmou, em dezembro, o ministro do Interior da Itália, Marco Minniti.

Apoio a Mussolini

No entanto, o ato heroico está sendo colocado em cheque nesta semana. De acordo com o Bild , em abril do ano passado, o policial italiano publicou uma mensagem em apoio à Mussolini em seu Facebook.

Além disso, seu colega, Movio, teria postado uma foto de uma lata de Coca-Cola com o nome Adolf, o que teria o deixado "encantado", numa alusão ao ditador Adolf Hitler.

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Tal relação entre os "heróis italianos" e correntes fascistas estão sendo investigadas. A foto aparentemente nazista foi publicada no Facebook de Scatà, mas, segundo o Daily Mail , ele nega que esteja fazendo o sinal mais mal visto de toda a Alemanha.

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