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Egípcio afirma que agiu por "conta própria"; ele disse que a intenção não era ferir ninguém, mas destruir obras do museu, em resposta aos ataques na Síria

Agressor vem de uma família egípcia e trabalhava no comando de uma empresa nos Emirados Árabes Unidos
THE TELEGRAPH / REPRODUCAO
Agressor vem de uma família egípcia e trabalhava no comando de uma empresa nos Emirados Árabes Unidos

O homem que tentou entrar no museu do Louvre, em Paris, na última sexta-feira (3) entrando em confronto com militares franceses garantiu, nesta quarta-feira (8), que agiu sem nenhum auxílio ou orientação do grupo extremista Estado Islâmico.

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O egípcio Abdallah El-Hamahmy, de 29 anos, explicou ter agido "por conta própria", "sem ter recebido ordens do grupo Estado Islâmico " quando entrou no museu do Louvre para, em suas palavras, realizar uma ação simbólica contra a França - destruir obras do museu - em resposta "aos bombardeios da coalizão internacional contra os irmãos na Síria".

No entanto, sua versão da história contradiz sua ação. Isso porque, quando chegou ao museu, Abdallah atacou militares gritando "Allah Akbar" (em árabe, "Deus é grande"), grito característico dos atentados terroristas envolvendo o grupo islâmico.

Para os investigadores, o suspeito "assume certa adesão à tese do grupo".

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Gravemente ferido por disparos dos militares, El-Hamahmy começou a falar com os investigadores na última segunda-feira (6). Na terça-feira (7) seu estado de saúde se agravou, causando o cancelamento de sua prisão preventiva.

Passado do acusado

De acordo com agências internacionais, o agressor vem de uma família egípcia e trabalhava no comando de uma empresa nos Emirados Árabes Unidos. Logo, nada indicava que pudesse cometer este ataque.

Originário da cidade de Mansura, Abdallah El-Hamahmy cresceu em uma família praticante do islamismo moderado, segundo seu pai.

Após a Primavera Árabe, em 2011, que derrubou os governos de Zine El Abidine Ben Ali, na Tunísia, e de Hosni Mubarak, no Egito, seus tuítes levavam a pensar que via com bons olhos a chegada dos islamistas ao poder.

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Sua estadia em Paris foi preparada com antecedência: visto solicitado em outubro e autorizado em novembro para ficar um mês a partir de 20 de janeiro de 2017. Em 26 de janeiro se instalou em um apartamento em Paris e dois dias depois comprou os facões.

O Estado Islâmico também não chegou a reivindicar a autoria do ataque ao museu do Louvre.

* Com informações da Agência Ansa.

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