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Decreto assinado por Trump veta a entrada de refugiados e cidadãos de sete países no território americano; juiz suspendeu temporariamente este veto

Twitter/Reprodução
"Nós vamos ganhar. Pela segurança do país, vamos ganhar", afirmou Donald Trump

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos entrou, na noite deste sábado (4), com um recurso na Corte de Apelações pedindo o restabelecimento da ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump , que veda o ingresso em portos e aeroportos do país de cidadãos e refugiados de sete países, majoritariamente muçulmanos.

Em conversa com jornalistas, o presidente Donald Trump disse, neste sábado na Flórida, que o recurso interposto pelo Departamento de Justiça vai ter êxito. "Nós vamos ganhar. Pela segurança do país, vamos ganhar", afirmou.

O recurso tem como objetivo anular a decisão do juiz James Robart, do estado de Washington, que, na última sexta-feira (3), suspendeu temporariamente o veto  do presidente à entrada nos Estados Unidos de refugiados e cidadãos do Irã, Iraque, da Líbia, Somália, do Sudão, da Síria e do Iêmen.

A ordem executiva assinada por Trump, no dia 27 de janeiro, suspende todo o sistema de admissão de refugiados dos EUA, um dos mais rigorosos do mundo, por 120 dias. Também suspende o programa de refugiados da Síria indefinidamente e proíbe a entrada no país, por 90 dias, de pessoas dos sete países majoritariamente muçulmanos.

Decisão polêmica

A ordem provocou uma série de questionamentos legais. Milhares de americanos têm protestado fora dos aeroportos e tribunais em solidariedade aos muçulmanos e imigrantes.

Depois de uma semana de caos em aeroportos norte-americanos, devido às filas para checagem de documentação, detenções e embarques forçados de passageiros para seus países de origem, a decisão do juiz James Robart restaurou os procedimentos normais para a triagem de viajantes, Os refugiados e pessoas provenientes desses sete países acham que, se não entrarem agora, podem ser impedidos de ingressar nos Estados Unidos no futuro, caso a ordem executiva do presidente Donald Trump seja restabelecida.

A decisão provocou a ira do presidente que, em mensagem no Twitter, chamou Robart de "o assim chamado juiz" e sua decisão de "ridícula" .

Alguns juízes norte-americanos já tinham emitido ordens contra um detalhe ou outro da medida adotada por Donald Trump. Porém, o recurso interposto pelo Departamento de Justiça visou a James Robart. O documento do Departamento de Justiça, de 125 páginas, afirma que a decisão do juiz Robart "prejudica o público" e ameaça a "segurança nacional".

* Com informações da Agência Brasil.

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