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Mudanças incluem obrigatoriedade de entrevistas também para quem for renovar o visto norte-americano; novas regras já valem nesta semana

O decreto que alterou as normais imigratórias nos Estados Unidos foi assinado na sexta-feira passada por Donald Trump
Reprodução/Twitter
O decreto que alterou as normais imigratórias nos Estados Unidos foi assinado na sexta-feira passada por Donald Trump

O mesmo decreto que proíbe a entrada de imigrantes de sete países de maioria muçulmana nos Estados Unidos – assinado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, na última sexta-feira (27) , e que vem causando polêmica e protestos por todo o mundo – também passa a dificultar a emissão de vistos de brasileiros que queiram viajar às chamadas "terras do Tio Sam".

As regras passam a valer nesta semana. Entre as mudanças, de acordo com a embaixada dos Estados Unidos no Brasil, está a inclusão de entrevistas também para quem for renovar o visto. 

Antes, os solicitantes de renovação eram dispensados da entrevista caso dessem entrada novamente na documentação em até 48 meses após o vencimento. Agora, somente os que pedirem a renovação dentro de 12 meses do vencimento não precisarão passar pela entrevista.

Com as novas regras, apenas menores de 14 anos e maiores de 79 anos estarão dispensados de entrevistas em qualquer etapa do processo. Essa margem era menor até então, dispensando solicitates de até 16 anos ou com mais de 66.

O decreto que alterou as normais imigratórias foi assinado na última sexta por Trump e a  versão traduzida da ordem executiva está disponível no site da embaixada dos Estados Unidos no Brasil. 

Decreto polêmico

A decisão de Trump, de impedir a entrada de imigrantes e refugiados no país gerou grande repercussão pelo mundo. Autoridades de Roma, Berlim e da Grã-Bretanha criticaram a decisão do presidente norte-americano e, desde o último sábado (28), uma série de manifestações e decisões judiciais tentam reverter a proibição.

A mídia norte-americana aponta que mais de uma centena de imigrantes e refugiados – entre eles um bebê de apenas 18 meses – estão presos em aeroportos em todo o país. Os que estão impedidos de entrar nos Estados Unidos nasceram no Irã, Iraque, Líbia, Somália, Síria e Iêmem.  A proibição atinge até mesmo aqueles que têm o chamado "green card", o direito de permanência no país já garantido pela Constituição.

LEIA MAIS: Autoridades internacionais criticam proibição de Trump imposta aos refugiados

Após os vetos anunciados por Trump, o presidente do Irã, Hassan Rohani, anunciou a restrição da entrada de americanos em seu país com base no princípio da reciprocidade. Passado o calor do momento, Rohani afirmou que se algum cidadão dos Estados Unidos tiver um visto válido para ir ao país, "será bem vindo".

* Com informações da Agência Ansa.

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