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Garantia foi dada pelo primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau; na semana passada, Trump assinou decreto que restringe entrada no país

Primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau garantiu que país irá acolher os refugiados barrados nos EUA
Divulgação/Facebook/Justin Trudeau
Primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau garantiu que país irá acolher os refugiados barrados nos EUA

O governo do Canadá anunciou que irá oferecer resistência temporária às pessoas que ficarem impedidas de entrar nos Estados Unidos em razão das mudanças na política imigratória no país tomadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump. A garantia foi dada pelo ministro canadense da imigração, Ahmed Hussen. As informações são da Rádio França Internacional.

Na semana passada, Trump assinou um decreto que impede, por 90 dias, a entrada nos Estados Unidos de imigrantes  vindos da Síria, Iêmen, Irã, Iraque, Líbia, Somália e Sudão entrem nos Estados Unidos, mesmo aqueles que possuem o Green Card. Para refugiados, o bloqueio é válido por 120 dias. "Quero assegurar às pessoas que estejam bloqueadas no Canadá que vou usar a minha autoridade para conceder-lhes uma autorização de residência temporária, se necessário, como já fizemos no passado", afirmou o ministro, durante encontro com a imprensa.

O chanceler não informou o número exato de quantas pessoas ficaram bloqueadas no país após a assinatura do decreto de Trump. O ministro, que tem origem somaliana, garantiu ainda que os cidadãos dos sete países afetados pela medida norte-americana e que possuam um cartão de residente permanente canadense válido, ainda podem entrar nos Estados Unidos . O decreto de Trump se aplica aos cidadãos dos sete países listados que estivessem em trânsito no país vizinho. Mais de 35 mil cidadãos canadenses binacionais também possuem a nacionalidade de um desses sete países, afirmou Hussen.

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"Para aqueles que estão fugindo da perseguição, do terror e da guerra, saibam que iremos acolher, independentemente de sua fé", tuitou no sábado (28) o primeiro-ministro canadense Justin Trudeau . O país afirmou ter recebido garantias de Washington de que os canadenses com dupla nacionalidade não seriam afetados pelo decreto norte-americano.

Respostas de Trump

Após protestos nos Estados Unidos contra as restrições imigratórias, Trump reiterou que o decreto que proíbe temporariamente a entrada em solo americano de cidadãos dos sete países relacionados não é um veto a muçulmanos.

"Não é uma proibição aos muçulmanos, como a mídia está reportando, de maneira falsa. Não se trata de religião, se trata de terrorismo e de manter nosso país a salvo", afirmou o mandatário, acrescentando que mais de 40 países muçulmanos não foram afetados pela ordem executiva.

"Os Estados Unidos são um país orgulhoso de imigrantes e continuaremos a demonstrar compaixão com aqueles que fogem da opressão, mas faremos isto enquanto protegemos nossos próprios cidadãos e fronteiras. Os Estados Unidos da América sempre foram a terra dos livres e o lar dos bravos", assegurou Trump, citando um trecho no hino nacional americano, em comunicado oficial.

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Ele afirmou que os sete países atingidos pela medida constavam de uma lista de países utilizada durante o governo de Barack Obama : as pessoas que tivessem visitado estes países nos últimos cinco anos não possuíam o direito de ir aos Estados Unidos sem visto. Trump não se manifestou sobre as declarações do governo do Canadá.


* Com informações da Agência Brasil

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