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Com as conversas, Trump pretende explicar suas novas políticas contra refugiados e imigrantes, que causaram comoção em grande parte do mundo

Agência Brasil

Trump espera que ligações sirvam para construir vínculos com países que são tradicionais aliados dos EUA
Facebook/ Donald J. Trump/ Reprodução
Trump espera que ligações sirvam para construir vínculos com países que são tradicionais aliados dos EUA

Depois de anunciar a limitação na imigração de muçulmanos nos Estados Unidos , Donald Trump falou por telefone com vários líderes mundiais neste sábado (28). A previsão é de que o presidente norte-americano entre em contanto com mandatários de diversos países, como o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente russo, Vladimir Putin, o presidente francês, François Hollande, e o primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull.

Com as conversas,  Trump pretende explicar suas novas políticas contra refugiados e imigrantes, que causaram comoção em grande parte do mundo – em particular o seu decreto para frear temporariamente as chegadas de refugiados e a imposição de controles estritos para viajantes de sete países muçulmanos.

Além disso, o presidente também espera que as ligações sirvam para construir vínculos com países que são tradicionais aliados dos EUA – caso da Rússia, país com o qual o presidente norte-americano afirmou estar disposto a melhorar as relações durante seu mandato.

Promessa de campanha

A decisão relativa à imigração cumpre com uma das promessas mais polêmicas da campanha, quando Trump disse que ia frear a imigração de cidadãos de vários países muçulmanos que, segundo ele, são uma ameaça terrorista para os Estados Unidos, e submeter viajantes estrangeiros dessas nações a "investigações extremas".

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"Isso é muito importante", disse o presidente na sexta-feira, no Pentágono, depois de assinar a ordem executiva intitulada "Proteção da nação contra a entrada de terroristas estrangeiros nos Estados Unidos".

Com a implementação do decreto, o programa americano de acolhida de refugiados durante, pelo menos, 120 dias, enquanto se concretiza o futuro sistema de verificação de vistos. Também proíbe a entrada nos Estados Unidos de viajantes procedentes de países de maioria muçulmana - Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen - durante 90 dias.

Os novos protocolos "asseguram que os refugiados aprovados para admissão não supõem nenhuma ameaça para a segurança e o bem-estar dos Estados Unidos", mas vetam especificamente os refugiados sírios indefinidamente ou até que o presidente decida que já não são uma ameaça.

Retenções já tiveram início

Poucas horas após a assinatura das novas medidas, autoridades já começaram a fazer valer a ordem de Trump para frear a chegada de muçulmanos , retendo viajantes em aeroportos americanos, de acordo com a imprensa local. Durante a renovação do sistema de vistos serão feitas algumas exceções a pessoas pertencentes a "minorias religiosas", decisão que vai favorecer principalmente aos cristãos.