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Prática diminui índices de reincidência e ajuda presos a dormir melhor e a evitar brigas; nessa mesma prisão, Nelson Mandela já foi mantido preso

Iniciativa com ioga, chamada Prisão Liberdade, já ocorre em 15 penitenciárias na África do Sul.
Reprodução/BBC
Iniciativa com ioga, chamada Prisão Liberdade, já ocorre em 15 penitenciárias na África do Sul.

A prisão de Pollsmoor, na África do Sul, é controlada por gangues e conhecida por problemas de superlotação e estrutura precária.

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Mas um projeto está tentando acalmar os presos de uma forma inusitada: com aulas de ioga.

A iniciativa, chamada Prisão Liberdade, já ocorre em 15 penitenciárias na África do Sul.

"Tivemos uma ótima resposta dos presos, pessoas vindas de diferentes contextos e com diferentes níveis de compreensão", disse à BBC Brian Bergman, voluntário do programa.

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"Usamos a ioga primeiramente para ajudar os detentos, como os que tinham problemas para dormir ou dor de cabeça ou o corpo dolorido por ficar preso por longas horas. A ioga dá alívio imediato em termos de bem-estar físico e mental e equilíbrio emocional", explica.

A ioga comprovadamente diminui os índices de reincidência.

"Os benefícios são que eles estão dormindo muito melhor, são mais otimistas com o que estão fazendo. Quando estão em uma situação de conflito, a técnica também os ajuda", diz Joy Cloete, guarda da prisão.

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O detento mais famoso da Poollsmoor, uma prisão de segurança máxima, foi Nelson Mandela, que depois se tornou presidente sul-africano e ganhou o Nobel da Paz.