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Horas depois da explosão de um carro-bomba na capital, um suicida detonou um colete com explosivos em frente a um mercado do bairro de Al Baladiat

Antes dos atentados deste domingo, último grande ataque em Bagdá havia acontecido no dia 2 de janeiro, com 32 mortos
Reprodução/Twitter
Antes dos atentados deste domingo, último grande ataque em Bagdá havia acontecido no dia 2 de janeiro, com 32 mortos

Ao menos 19 pessoas foram mortas neste domingo (8) em dois atentados suicidas em Bagdá, no Iraque. Os ataques também deixaram 54 feridos.

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O primeiro dos atentados , que deixou 12 mortos, foi causado por um carro-bomba detonado na entrada do principal mercado de frutas e legumes da capital iraquiana, no bairro Cidade de Sadr, afirmaram as fontes. O grupo Estado Islâmico reivindicou o ataque por meio de um comunicado postado na internet, que também indicou que o suicida era um iraquiano.

"Um soldado de guarda na entrada do mercado de Jamila, localizado perto de Sadr City, abriu fogo contra um carro suspeito depois de ser alertado, mas o suicida detonou o veículo", disse o porta-voz do Ministério do Interior, Saad Maan.

O atentado também feriu mais 39 pessoas, de acordo com relatório inicial fornecido à AFP por fontes hospitalares e um coronel da polícia. O soldado de guarda ficou ferido. 

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Já o segundo ataque, feito algumas horas depois, deixou mais sete mortos e 15 feridos. Na ação, suicida detonou um colete com explosivos em um mercado do bairro de Al Baladiat, localizado no leste de Bagdá

Após período de relativa calma, a capital iraquiana enfrenta uma onda de ataques desde o lançamento, em 17 de outubro, da ofensiva para recuperar Mossul, a segunda maior cidade e reduto dos extremistas do Estado Islâmico.

O último grande ataque havia ocorrido em 2 de janeiro, em um bairro xiita da capital, no dia em que o presidente francês François Hollande fazia uma visita a Bagdá. Ele deixou 32 mortos e foi reivindicado também pelo Estado Islâmico, que considera os xiitas, maioria no Iraque, como "hereges".

No bairro Cidade de Sadr, local do primeiro atentato deste domingo, onde a maioria da população também é xiita, pode ser encontrado um grupo significativo de seguidores do clérigo xiita Moqtada al Sadr. Este líder é conhecido como um opositor do governo do Iraque.

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Responsável por ao menos dois dois dos atentados no Iraque esta semana, o grupo Estado Islâmico perdeu grande parte do território que havia conquistado em 2014 e defende sua fortaleza de Mossul, no Norte do Iraque.

*Com informações da Agência Brasil