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Ministro falou sobre presos, mas não informou dados do acusado; homem do Quirguistão, cujo nome foi divulgado pela mídia, pode não ser o culpado

Ataque ocorreu em uma casa noturna de Istambul, na Turquia, na noite de Ano Novo. Ao todo, 39 pessoas morreram
Reprodução/Instagram
Ataque ocorreu em uma casa noturna de Istambul, na Turquia, na noite de Ano Novo. Ao todo, 39 pessoas morreram

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, confirmou em pronunciamento feito nesta quarta-feira (4) que as autoridades do país já identificaram o autor do atentado contra a boate Reina, em Istambul, ocorrido na noite de Réveillon, no último domingo (1º).

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Apesar de ter confirmado tal identificação e a prisão de 20 pessoas, incluindo a esposa do atirador, o ministro da Turquia  não revelou os dados do acusado. Neste número, estão também dois homens que foram presos no aeroporto de Ataturk, suspeitos de serem terroristas que partiam para a Síria.

Nesta terça-feira (3), a TV estatal TRT chegou a divulgar que o extremista se chamava Iakhe Mashrapov , teria 28 anos, e que ele era natural do Quirguistão.

"Soube do ataque pela TV. Não sabia que meu marido era um simpatizante do Estado Islâmico", teria dito a mulher aos policiais, de acordo com a publicação.

O grupo terrorista assumiu que estava por trás do ataque nesta segunda-feira (2) e disse que a ação, que deixou 39 mortos um dia antes, era uma resposta aos ataques do governo turno no território sírio.

No entanto, a mídia turca chegou a entrevistar Mashrapov, que confirmou que foi a Istambul, mas voltou ao Quirguistão antes do tiroteio.

Ao menos 600 pessoas celebravam a virada do ano nas primeiras horas de domingo na Reina quando o homem abriu fogo. O terrorista matou primeiro um segurança e um agente de viagens ainda do lado de fora e, em seguida, entrou na boate. Segundo a mídia local, ele disparou 180 balas ao longo de sete minutos antes de fugir, deixando sua arma para trás.

Estado de emergência

Para acelerar ainda mais o processo de busca do atirador, o parlamento turco votou a favor da prorrogação do estado de emergência por mais três meses na Turquia. A medida permite que o governo limite as liberdades e os direitos individuais e restrinja informações sobre ataques e atentados.

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O estado de emergência havia sido instituído em julho do ano passado após uma tentativa de golpe de estado ter falhado e levou à prisão mais de 40 mil pessoas supostamente envolvidas no golpe.

Tal medida já levou à detenção de pelo menos 37 mil pessoas e causou preocupação na União Europeia. Prorrogado pela segunda vez, o estado de emergência na Turquia expiraria no dia 19 deste mês.

* Com informações da Agência Ansa.

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